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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Nova página de bibliografia sobre a língua portuguesa em Timor-Leste


A cátedra “Português Língua Segunda e Estrangeira”, recentemente criada pela Prof.ª Perpétua Gonçalves, no âmbito de um protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), está sediada na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM - Moçambique.
Esta cátedra foi concebida como um programa de investigação que visa contribuir para a difusão e promoção de estudos sobre a língua portuguesa, assim como de materiais e ferramentas destinados ao seu ensino como língua não materna (PLNM). Para aceder à página inicial, clique aqui.
Para além de disponibilizar uma vasta gama de recursos para o ensino do PLNM, este sítio em linha inclui a página "Bibliografia sobre a situação linguística e o ensino da língua portuguesa em Timor-Leste", cuja  organização é da responsabilidade da Prof.ª Hanna Jakubowicz Batoréo. Para aceder diretamente  a esta página, onde pode encontrar importantes referências bibliográficas e descarregar alguns dos textos originais, clique aqui.
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sábado, 28 de abril de 2012

O Português de Timor-Leste: contribuições para o estudo de uma variedade emergente

Davi Albuquerque

Uma leitura útil sobretudo para os professores de português em Timor-Leste, que suscita a reflexão no sentido de distinguir o que serão “erros”, “desvios” ou “problemas de aprendizagem” daquelas que serão já marcas de uma variedade da língua portuguesa: o português de Timor-Leste.

Resumo:
O português é língua oficial de Timor-Leste desde 2002. Com a difusão da língua portuguesa nas ex-colónias de Portugal, diferentes variedades da língua emergiram em cada um dos territórios. O presente artigo pretende, depois de um breve enquadramento histórico da língua portuguesa em Timor-Leste, analisar a variedade leste-timorense do português, em diferentes níveis linguísticos – fonologia, morfossintaxe, léxico e semântica – no sentido de evidenciar a existência desta variedade e de contribuir para a sua preservação. [nossa tradução a partir do inglês]

 O texto completo:

       


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domingo, 4 de março de 2012

Timor-Leste na construção científica pós-colonial nos últimos 10 anos em Portugal

Um artigo de Paulo Castro Seixas

«No período que vai de 1999 a 2011, Timor-Leste foi, para além de tudo o resto, um lugar científico de eleição. Provavelmente centenas de pessoas escolheram Timor-Leste para a partir daí fazerem as suas pesquisas científicas, as quais foram depois apresentadas como relatórios de investigação e teses de mestrado e doutoramento em universidades de todo o mundo.»

«Uma das hipóteses que aqui colocamos é a de que uma certa “sedução etnográfica” serve à compreensão quer da escolha dos “lugares” científicos, quer à construção do objeto científico, em particular a partir desses lugares. A outra das hipóteses colocadas é que a noção de Desenvolvimento enforma a construção dos objetos científicos – Outros, quando estes se tornam objetos iluminados na esfera pública do chamado “esforço de desenvolvimento” da Comunidade Internacional. O objetivo deste artigo é explorar estas duas hipóteses a partir de um corpus específico: as teses de mestrado e doutoramento apresentadas sobre Timor-Leste em universidades portuguesas.»

O artigo situa-se, segundo o próprio autor, “no campo de uma socioantropologia da ciência e do conhecimento”, porém permite outras leituras, noutras perspetivas para além desta. Fazendo uma leitura do artigo mais coincidente com a natureza e âmbito deste blogue, este trabalho é relevante na medida em que nos ajuda a perceber de que modo e em que áreas a língua portuguesa tem desenvolvido o seu papel de língua do conhecimento de/em/sobre Timor-Leste, uma função considerada por muitos como fundamental para a definição do seu futuro neste país. Claro que é uma perspetiva muito limitada, uma vez versa apenas sobre uma parte dos trabalhos de investigação e apenas os que foram apresentados em instituições portuguesas. Ainda assim, não deixa de ser uma leitura pertinente.

O texto completo para ler ou descarregar abaixo.




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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Língua Portuguesa em Timor-Leste - uma nova página

Nuno Almeida

Depois de um largo período de algum alheamento relativamente à questão da LP em TL, voltei a ter um tempinho para me dedicar a esta nossa causa. Nos próximos dias, conto postar aqui no blogue uma série de artigos e de outros textos pertinentes que fui encontrando.

Porém, visto que a dinamização do blogue requer um trabalho mais ou menos regular e dado que as coisas acabam por ficar um tanto ou quanto desorganizadas, decidi gastar algumas horas na criação de uma página que pretende funcionar como uma espécie de repositório de bibliografia especificamente sobre a língua portuguesa em Timor-Leste. Penso que será útil porque poupa tempo a quem quer pesquisar sobre esse tema e, para além disso, permite o acesso a conhecimento que, apesar de, em certos casos, não estar publicado, não deixa de ser válido para apontar caminhos e suscitar reflexões.

Espero que seja do vosso agrado e que, sobretudo, possa ser um contributo para o desenvolvimento do ensino e da investigação em torno do português em Timor-Leste.

Confiram a página aqui: Língua Portuguesa em Timor-Leste.


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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O elemento luso-timorense no português de Timor-Leste

Davi B. Albuquerque

RESUMO: O termo ‘luso-timorense’, usado para se referir a elementos lusófonos específicos a Timor Leste, foi empregado inicialmente por Thomaz (1995) ao analisar o léxico do português falado na ilha. O presente artigo é resultado de uma investigação em andamento, que pretende analisar a variedade do português falada pelo povo leste-timorense, com objetivos de documentar e valorizar essa variedade da língua portuguesa como uma variedade nacional, chamada de Português de Timor Leste (PTL). Assim, na seção 1 será apresentada brevemente uma sociohistória da língua portuguesa na ilha de Timor; em 2, será traçado um histórico dos estudos linguísticos a respeito do PTL e da variedade crioula outrora falada na ilha; na seção 3, será analisada a presença do elemento luso-timorense no léxico do PTL; e, finalmente, em 4, com objetivo de contribuir para um melhor conhecimento do léxico PTL, serão apontados alguns lexemas de origem estrangeira específicos a essa variedade.

Artigo completo, publicado na ReVEL v. 9, n.º 17 de 2011 para descarregar aqui:



Ligação para o blogue do autor: East Timor Linguistics: State of the Art


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania já nas bancas.

Nuno Almeida


Mais um título disponível sobre o ensino da LP em Timor-Leste. Leiam o resumo aqui e procurem mais informações no sítio da LIDEL, seguindo a ligação abaixo.


"Compreender o papel da língua portuguesa na sociedade timorense, plurilingue, é fundamental para o processo de reintrodução desta língua em Timor-Leste. O enquadramento sociolinguístico da língua portuguesa naquele país à luz de conceitos da Didática das Línguas ajuda a que se tomem opções mais conscientes e adequadas às necessidades comunicativas dos diversos públicos.

Além de potenciar a aprendizagem, uma abordagem do ensino do português virada para as necessidades dos aprendentes contribui para a preservação do património cultural e linguístico de Timor-Leste, que é complexo. Nas escolas, onde a língua portuguesa é língua de instrução, isso implica o estabelecimento de pontes com as línguas locais, seja com o intuito de ativar uma competência intercultural que leve ao desenvolvimento de valores de cidadania democrática, seja para facilitar o acesso ao conhecimento.

Língua Portuguesa em Timor-Leste: Ensino e Cidadania dirige-se a todos os agentes envolvidos na reintrodução do português em Timor-Leste, sendo ainda uma leitura útil àqueles que procuram conhecer a realidade atual desta língua."

Para obter mais informações sobre o livro ou para o adquirir, cliquem aqui.


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sábado, 15 de janeiro de 2011

A Experiência de um Aprendiz de Português como Segunda Língua em Ambiente de Imersão

Domingos dos Santos

Uma dissertação apresentada à Universidade de Brasília para a obtenção do Mestrado em Educação. Ficam aqui alguns excertos do resumo inicial e a versão integral da dissertação em pdf, para descarregar. Não deixem de dar uma vista de olhos a um trabalho valiosíssimo desde logo pela perspetiva privilegiada que o investigador tem sobre todo o processo de aprendizagem da língua portuguesa como língua segunda: ele é simultaneamente o “pesquisado”. É aliciante, sobretudo para quem ensina ou ensinou a aprendentes timorenses, a possibilidade de conhecer, na primeira pessoa e de modo cientificamente fundamentado, o que é, para um cidadão timorense, aprender a língua portuguesa.

“[…] Este estudo tem o objetivo de analisar e descrever o processo de desenvolvimento da competência comunicativa de um aprendiz, em língua portuguesa como Segunda Língua (L2) em ambiente de imersão. Para tanto, trabalhou-se com um estudante estrangeiro beneficiado pelo Programa de Cooperação entre o Brasil e o Timor-Leste (CBTL), estudante esse que vem a ser o próprio pesquisador. […] As informações foram construídas a partir de instrumentos como a observação/monitoração, de protocolos de leitura, de glossários, da produção textual e do diário reflexivo. […] A pesquisa evidenciou que o registro da reflexão por meio de diários reflexivos se mostrou um recurso extremamente válido para o aprendizado e a ampliação da competência comunicativa do pesquisado, pois lhe permitiu tomar consciência dos processos cognitivos envolvidos na ampliação de sua competência comunicativa. Além disso, ficou claro que a reflexão sistemática e pontual sobre os episódios interacionais, a partir da imersão, contribui para a ampliação da competência comunicativa, ampliação esta particularmente facilitada pela descrição desse processo, o que foi determinante para que o pesquisador/pesquisado lograsse êxito como aprendiz do português brasileiro. Verificou-se, ainda, que o conceito abstrato de imersão se materializa em um conjunto de circunstâncias de interação que são favorecedoras do processo de aquisição. Ou seja, a imersão deve ser vista, não como uma condição abstrata, mas como uma condição que se torna concreta em situações reais nas quais o aprendiz participa.”




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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Ensino de Língua Portuguesa em Timor-Leste: Variedades e Dificuldades

Davi B. Albuquerque

«A língua portuguesa em Timor Leste foi instituída língua oficial na constituição de 2002. As dificuldades de ensino, porém, permanecem até hoje por diversos fatores. No presente artigo analisar-se-á o contexto histórico da língua portuguesa em Timor Leste, juntamente com a situação linguística atual do português e do ensino, procurando identificar as variantes da língua portuguesa faladas em Timor Leste, além de mostrar algumas dificuldades no seu ensino e os fatores que as causam.»

«O artigo baseia-se na experiência de ensino na UNTL (Universidade Nacional Timor Lorosa'e) que tive durante os anos de 2008 e 2009. Além da discussão sobre a sala de aula e o ensino de língua portuguesa, abordo temas problemáticos sobre a repercussão política e os impactos socioculturais da atuação das diversas instituições de auxílio internacional em Timor Leste. Ainda, analiso algumas questões sobre as variedades da língua portuguesa faladas pelo mundo, enfatizando a variedade do Português de Timor Leste.»

Um artigo gentilmente enviado para publicação no nosso blogue por Davi Borges de Albuquerque, linguista da Universidade de Brasília (UnB). Fica aqui também a ligação para o seu blogue sobre linguística de Timor-Leste, que se chama “East Timor Linguistics: State of the Art”.

Para descarregar o artigo completo, cliquem na miniatura.




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sábado, 10 de julho de 2010

Contributos da Receita Culinária para a Didáctica do Português Língua Estrangeira

Biram Djiguène Dieng

«O objectivo principal deste trabalho é indagar sobre o potencial da Receita Culinária em termos didácticos com vista a comprovar a pertinência do seu aproveitamento na aula de PLE. […] Este potencial relacionado com os ingredientes didácticos por ela encerrados é reforçado pelas competências comunicativas cuja revisitação foi essencialmente apoiada no QECRL, possibilitando a demonstração posterior das suas capacidades […]. A activação destas competências comunicativas e interculturais nos aprendentes é imprescindível para o ensino-aprendizagem do PLE e é a sua contemplação pela RC que fundamenta a pertinência do seu aproveitamento didáctico.»

Um trabalho apresentado em 2009 à Faculdade de Letras da Universidade do Porto para a obtenção do grau de Mestre em Ensino do Português Língua Segunda / Língua Estrangeira. Para além da fundamentação teórica, que nos permite perceber a amplitude do contributo que este tipo de texto pode dar ao ensino de PL2/PLE, através das suas potencialidades didácticas, são-nos oferecidas várias propostas didácticas (já experimentadas) que podemos usar ou adaptar. Muito interessante para quem habitualmente usa as receitas culinárias nas suas aulas.

Descarreguem o texto completo (em pdf) aqui em baixo.




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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Língua, nome e identidade numa situação de plurilinguismo concorrencial: o caso de Timor-Leste

Rui Graça Feijó

“Este ensaio debate as relações entre língua, nome e identidade no contexto plurilinguístico de Timor-Leste. Mais concretamente, aborda a questão da relação entre o nome próprio e o nome de família como uma das singularidades do sistema linguístico timorense. Através dos nomes e das práticas de nomeação em Timor-Leste e da forma como se constroem e se articulam com outros fenómenos coevos, pretendo chegar à discussão dos níveis de identidade cultural e das bases sobre as quais assenta o próprio sentimento de identidade nacional timorense.”

Texto preparado para o simpósio internacional Nomes e Pessoas: Género, Classe e Etnicidade na Complexidade Identitária realizado no ICS(2006). [In etnográfica, Maio de 2008, 12 (1): 143 – 172]

Texto completo aqui:




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sábado, 1 de maio de 2010

Língua Portuguesa em Timor-Leste: o desenvolvimento da língua na perspectiva da Administração

Nuno Almeida

"Com o processo de descentralização administrativa em marcha, em Timor-Leste, os governantes começam a pensar em aliar a este processo uma estratégia de desenvolvimento da língua portuguesa. É crucial a definição de tal estratégia, contudo, para se falar de “Estratégia de Desenvolvimento da Língua Portuguesa na Perspectiva da Descentralização (Governativa / Administrativa)” será essencial, em momento anterior, perceber e valorizar a ligação entre a Administração e o desenvolvimento da língua. Uma vez percebida a potencialidade do sector da Administração Pública para a difusão da língua portuguesa pelo território timorense, qualquer estratégia será então delineada de modo mais consciente, logo, terá mais hipóteses de alcançar melhores resultados.

A realidade dos últimos anos mostra-nos que a Administração não tem sido verdadeiramente assumida como um motor da dinâmica de reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste. Para que se perceba esta afirmação, compare-se o relevo que tem sido dado à questão da língua no sector educativo com o que se tem passado no sector administrativo (em termos de cursos de formação de língua portuguesa, por exemplo). [...]"

Algumas linhas de reflexão que nos dão a perspectiva de um professor que, no último ano, ensinou língua portuguesa a funcionários da Administração Pública, em Timor-Leste.

O artigo completo está disponível para descarregar aqui em baixo.




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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Transfer e Interlíngua

Ana Azevedo Caetano

Um texto sobre transfer e interlíngua na aprendizagem da língua portuguesa em Timor-Leste.

Pretende-se reflectir sobre o tipo de transfer que acontece na interlíngua dos aprendentes de português que são falantes de tétum, defendendo-se que, apesar de existir um transfer positivo, devido a alguns aspectos de proximidade entre o tétum e o português, este processo de transferência de conhecimentos linguísticos anteriores também é, em alguns casos, negativo.

São também apresentados alguns erros paradigmáticos na produção escrita, no desenvolvimento da interlíngua, na aprendizagem do português em Timor-Leste.

Podem descarregar o texto completo clicando sobre a miniatura abaixo.




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domingo, 25 de abril de 2010

Português em Timor-Leste: uma experiência de ensino de segunda língua

Rodrigo Silva dos Santos

“O presente trabalho foi idealizado a partir de discussões sobre os parâmetros comunicativos de ensino e da compreensão dos avanços e descobertas das teorias de aquisição e aprendizagem de línguas, considerando a experiência de ensino de português como segunda língua para alunos iniciantes em Timor-Leste, no ano de 2004. Essa pesquisa tem como objetivo apontar os procedimentos de melhor aproveitamento e levantar questões sobre os papéis exercidos pelo professor durante o processo de ensino/aprendizagem na sala-de-aula através da análise dos relatórios sistematizados metodologicamente, com base nos diários das aulas ministradas em Timor-Leste. Para desenvolver tal estudo, considerou-se a importância da interação na criação da afetividade, ferramenta facilitadora do processo de aprendizagem, o professor, responsável pela criação da interação e do ambiente propício ao ensino, e a música, por ser o ponto-de-partida das aulas analisadas e por seu caráter estimulante e
motivador.”

Descarreguem o artigo completo aqui em baixo.




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Aprendizagem de Língua Estrangeira e Identidade Sociocultural: Conflitos e Transformações do Aprendiz

Adriana Contin

“Este estudo tem por base o caso de dois alunos estrangeiros, aprendizes de português no Brasil. Tem como principal objetivo abordar as questões relativas ao uso, ensino e aprendizagem de línguas e as manifestações de conflitos e transformações das identidades autônoma e heterônima, sociais e culturais dos aprendizes em contexto formal de aprendizagem de línguas e seus efeitos no resultado final da aprendizagem. A análise mostra que aquele mais ligado à sua identidade autônoma apresentou limitações em seu desenvolvimento linguístico comunicativo; e o que se mostrou mais distanciado dela teve mais oportunidades para adquirir as competências linguísticas necessárias na língua-alvo. Este estudo visa contribuir para campo de investigações sobre os diversos cenários de ensino e aprendizagem de línguas e fomentar o debate sobre as questões que envolvem a cultura e identidade.”

Um artigo que descreve o percurso de aprendizagem da língua portuguesa (PLE) no Brasil de dois aprendentes, tentando analisar de que modo as questões de identidade cultural e social, as referências históricas culturais e linguísticas influenciam o resultado da aprendizagem. Um dos observados é timorense, o que faz com que a leitura deste artigo possa, de facto, acrescentar algo ao nosso entendimento do processo de ensino-aprendizagem da LP em Timor-Leste.

O texto completo pode ser descarregado clicando na miniatura abaixo.




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quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Língua Portuguesa em África e em Timor

Ana Caetano

Um texto que compara a situação da língua portuguesa em Timor-Leste com o que acontece nos diversos países africanos onde ela também é Língua Oficial, sendo levantada a hipótese de haver uma aproximação do caso LP em Timor-Leste ao caso LP em Cabo Verde. Tal comparação é feita sobretudo em três vertentes: contacto de LP com outras línguas, o papel atribuído à LP pelos falantes e contexto de aprendizagem de LP. São também colocadas algumas questões pertinentes no que se refere à abordagem da situação da língua portuguesa em Timor-Leste.

O texto completo está disponível para descarregar aqui em baixo.




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sábado, 10 de abril de 2010

Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas - Aprendizagem, Ensino, Avaliação

Nuno Almeida

“O Quadro Europeu Comum de Referência (QECR) fornece uma base comum para a elaboração de programas de línguas, linhas de orientação curriculares, exames, manuais, etc., na Europa. Descreve exaustivamente aquilo que os aprendentes de uma língua têm de aprender para serem capazes de comunicar nessa língua e quais os conhecimentos e capacidades que têm de desenvolver para serem eficazes na sua actuação. A descrição abrange também o contexto cultural dessa mesma língua. O QECR define, ainda, os níveis de proficiência que permitem medir os progressos dos aprendentes em todas as etapas da aprendizagem e ao longo da vida. […] Fornece aos que tutelam a Educação, aos autores de programas, aos professores, aos formadores de docentes, aos organismos de certificação, etc., os meios para reflectirem sobre a sua prática actual, com vista a contextualizarem e a coordenarem os seus esforços e a assegurarem que estes respondam às necessidades reais dos aprendentes pelos quais são responsáveis.”

“De acordo com estes princípios fundamentais, o Conselho encorajará todas as pessoas implicadas na organização da aprendizagem das línguas a basearem o seu trabalho nas necessidades, motivações, características e recursos dos aprendentes, significando isto ser capaz de responder a questões como:

• O que é que os aprendentes precisam de fazer com a língua?
• O que é que eles precisam de aprender para serem capazes de usar a língua para esses fins?
• O que é que os leva a aprender?
• Que espécie de pessoas são (idade, sexo, meio social e nível de educação, etc.)?
• Que saberes, capacidades e experiência possuem os professores?
• Que acesso têm a manuais, obras de referência (dicionários, gramáticas, etc.), suportes audiovisuais e informáticos?
• Quanto tempo podem (querem ou são capazes de) dedicar à aprendizagem de uma língua?

A partir desta análise da situação de ensino/aprendizagem, considera-se extremamente importante definir de forma clara e explícita os objectivos mais válidos e mais realistas em função das necessidades dos aprendentes, do ponto de vista das suas características e dos seus recursos.”
__________________________________________________________

Apesar de o QECR ter sido elaborado pelo Conselho da Europa, no âmbito do Projecto “Políticas Linguísticas para uma Europa Multilingue e Multicultural”, quando exploramos este valioso recurso, percebemos de imediato que, também em Timor-Leste, pode ser muito útil para complementar a nossa actuação enquanto professores de língua não materna.

A obra completa está disponível para download aqui em baixo (formato pdf).




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domingo, 14 de março de 2010

Preservação de Subsistemas Gramaticais do Português em Timor-Leste Ocupado

Maria José Albarran de Carvalho

Envio artigo publicado na «Veritas», revista tri-semestral da UNTL, em 2005, no qual defendo após itinerário de dados linguísticos, que a juventude não está assim tão fora de subsistemas do português como afirma e se desencoraja, pois não há perda completa de contacto com o género-número, preposicionamento e acordo verbal como se diz. Trata-se de trabalho mais para docentes, poder-se-á planificar actividades em aula, a partir do nome de cada um, por exemplo, para demonstrar as evidências de que nele me ocupo, animando os mais vencidos pelas dificuldades - fi-lo numa palestra e o resultado foi óptimo.

“O presente estudo de itens gramaticais soltos mais não pretende ser que a mera enumeração de notas relativas a comprovada interiorização de subsistemas do português ao longo da ocupação indonésia. Tais apontamentos provam a persistência de contacto nuclear com esta língua, hoje co-oficial, em áreas identitárias do povo timorense numa história a longo prazo, o passado da colonização portuguesa, e a curto, com destaque particular para a sua manutenção mesmo durante os últimos 30 anos, pesem embora as duríssimas proibições finais das então forças dominadoras do anterior regime indonésio. Argumentos objectivos e prospectivos incidem também sobre um futuro próximo”.

Descarreguem o artigo completo aqui em baixo.




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sábado, 13 de março de 2010

Língua Portuguesa e Cultura em Timor-Leste

Nuno Almeida

O facto de, num país onde convivem comunidades linguísticas diversas, ser atribuído o estatuto de língua oficial a determinada língua é um factor incontornável de mudança da cultura comum às várias comunidades, que passam a ter interesse e necessidade de aprender e usar essa mesma língua, que, de outra forma, não faria parte do seu repertório linguístico. No caso de Timor-Leste, em que a língua portuguesa é uma língua verdadeiramente importada, ou seja, que não teve a sua origem em nenhuma das comunidades linguísticas nacionais nem tem, no momento em que é considerada língua oficial, qualquer espaço visível de uso dentro das fronteiras políticas ou sequer próximo destas, a sua contribuição para a mudança cultural será porventura mais acentuada. Para mais, o meio encontrado pelas instâncias governativas para, a curto prazo, concretizar o ensino da língua oficial a professores, funcionários públicos e governantes, iniciando assim a sua difusão nacional, foi recorrer maioritariamente a professores portugueses, que, por serem falantes de língua portuguesa, darão a garantia de um bom trabalho, mas que, por pertencerem a outra cultura, poderão ser, também eles próprios, agentes da mudança cultural.

Neste texto, mostra-se a profundidade da relação entre “língua” e “cultura”, observa-se o contexto Timor-Leste à luz desta relação e fazem-se algumas reflexões pertinentes. É importante não dissociar as questões linguísticas das questões culturais, mas o que é certo é que não se reflecte muitas vezes sobre estas matérias. Trata-se de mais um contributo para uma actuação consciente.

O artigo completo está disponível para download aqui em baixo.




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sexta-feira, 12 de março de 2010

Porquê a língua portuguesa em Timor-Leste

Nuno Almeida

No contexto da integração de Timor-Leste no mundo da Lusofonia, importa reflectir acerca das vantagens e desvantagens da opção pelo português como língua co-oficial e das questões que tal decisão levanta. Num tempo em que as decisões já foram tomadas mas em que parece ainda haver, entre os agentes nacionais e internacionais, dúvidas relativamente ao caminho a trilhar, é com o intento de divulgar uma opinião conhecedora da realidade linguística e cultural de Timor-Leste, que tomo a liberdade de publicar neste blog alguns excertos da comunicação de Geoffrey Hull, linguista, professor da Universidade de Western Sydney, Austrália, dirigida ao Congresso Nacional, em 2001. Um documento esclarecido e esclarecedor.

Descarreguem o texto integral aqui em baixo.




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terça-feira, 9 de março de 2010

LUSOFONIA – Paráfrase do artigo do Prof. Fernando Cristóvão no Dicionário Temático da Lusofonia

Nuno Almeida

Para uma definição do conceito de “Lusofonia”, do seu aparecimento e evolução ao longo dos tempos; para uma melhor percepção do âmbito deste conceito e da sua ligação com as questões de ensino da língua portuguesa.
Descarreguem o texto completo abaixo.




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