sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inscrições no GT: "Ensino de língua portuguesa na Ásia" do I SIELP

Davi B. Albuquerque

Caros colegas,

o I SIELP (Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa) a ser realizado nos dias 16 e 17 de Junho na UFU (Universidade Federal de Uberlãndia), Uberlãndia, Minas Gerais, Brasil, está com um grupo de trabalho intitulado `O ensino de língua portuguesa na Ásia`, que aceita submissão de resumo até 15 de março de 2011. Mais informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/inicio.html

Peço que por favor divulguem e espero a participação de todos através de comunicações.

Grato.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Experiência de um Aprendiz de Português como Segunda Língua em Ambiente de Imersão

Domingos dos Santos

Uma dissertação apresentada à Universidade de Brasília para a obtenção do Mestrado em Educação. Ficam aqui alguns excertos do resumo inicial e a versão integral da dissertação em pdf, para descarregar. Não deixem de dar uma vista de olhos a um trabalho valiosíssimo desde logo pela perspetiva privilegiada que o investigador tem sobre todo o processo de aprendizagem da língua portuguesa como língua segunda: ele é simultaneamente o “pesquisado”. É aliciante, sobretudo para quem ensina ou ensinou a aprendentes timorenses, a possibilidade de conhecer, na primeira pessoa e de modo cientificamente fundamentado, o que é, para um cidadão timorense, aprender a língua portuguesa.

“[…] Este estudo tem o objetivo de analisar e descrever o processo de desenvolvimento da competência comunicativa de um aprendiz, em língua portuguesa como Segunda Língua (L2) em ambiente de imersão. Para tanto, trabalhou-se com um estudante estrangeiro beneficiado pelo Programa de Cooperação entre o Brasil e o Timor-Leste (CBTL), estudante esse que vem a ser o próprio pesquisador. […] As informações foram construídas a partir de instrumentos como a observação/monitoração, de protocolos de leitura, de glossários, da produção textual e do diário reflexivo. […] A pesquisa evidenciou que o registro da reflexão por meio de diários reflexivos se mostrou um recurso extremamente válido para o aprendizado e a ampliação da competência comunicativa do pesquisado, pois lhe permitiu tomar consciência dos processos cognitivos envolvidos na ampliação de sua competência comunicativa. Além disso, ficou claro que a reflexão sistemática e pontual sobre os episódios interacionais, a partir da imersão, contribui para a ampliação da competência comunicativa, ampliação esta particularmente facilitada pela descrição desse processo, o que foi determinante para que o pesquisador/pesquisado lograsse êxito como aprendiz do português brasileiro. Verificou-se, ainda, que o conceito abstrato de imersão se materializa em um conjunto de circunstâncias de interação que são favorecedoras do processo de aquisição. Ou seja, a imersão deve ser vista, não como uma condição abstrata, mas como uma condição que se torna concreta em situações reais nas quais o aprendiz participa.”




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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Ensino de Língua Portuguesa em Timor-Leste: Variedades e Dificuldades

Davi B. Albuquerque

«A língua portuguesa em Timor Leste foi instituída língua oficial na constituição de 2002. As dificuldades de ensino, porém, permanecem até hoje por diversos fatores. No presente artigo analisar-se-á o contexto histórico da língua portuguesa em Timor Leste, juntamente com a situação linguística atual do português e do ensino, procurando identificar as variantes da língua portuguesa faladas em Timor Leste, além de mostrar algumas dificuldades no seu ensino e os fatores que as causam.»

«O artigo baseia-se na experiência de ensino na UNTL (Universidade Nacional Timor Lorosa'e) que tive durante os anos de 2008 e 2009. Além da discussão sobre a sala de aula e o ensino de língua portuguesa, abordo temas problemáticos sobre a repercussão política e os impactos socioculturais da atuação das diversas instituições de auxílio internacional em Timor Leste. Ainda, analiso algumas questões sobre as variedades da língua portuguesa faladas pelo mundo, enfatizando a variedade do Português de Timor Leste.»

Um artigo gentilmente enviado para publicação no nosso blogue por Davi Borges de Albuquerque, linguista da Universidade de Brasília (UnB). Fica aqui também a ligação para o seu blogue sobre linguística de Timor-Leste, que se chama “East Timor Linguistics: State of the Art”.

Para descarregar o artigo completo, cliquem na miniatura.




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domingo, 28 de novembro de 2010

“Muitas línguas, um só povo” – 1º Encontro sobre as Línguas de Timor-Leste

Soraia Lourenço

Foi com agrado que recebi a notícia do 1º Encontro sobre as línguas de Timor-Leste – “Muitas línguas, um só povo”, realizado nos dias 5 e 6 de Agosto de 2010.

Sendo o património linguístico de Timor-Leste uma das suas principais riquezas, deve ser preservado e estimulado. Cada língua falada em Timor-Leste reflecte aspectos culturais e identitários daqueles que a falam e ocupa um espaço próprio na sociedade timorense. Neste encontro sobre as línguas de Timor-Leste, debateram-se questões importantes, chegando-se a uma série de resoluções finais, que, a concretizarem-se, mostrarão que todos saíram já vencedores, a começar pelas línguas.

Clicando na miniatura abaixo, poderão descarregar a Alocução de Sua Excelência o Primeiro Ministro de Timor-Leste e a Declaração Final da Conferência.




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Comunicações para o III Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa - Macau

Ana Sofia Deus

Amigos, venho anunciar-vos que se realizará em Macau, entre 30 de Agosto e 2 de Setembro de 2011, o III SIMELP (Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa). Poderão verificar todos os simpósios na ligação em anexo. Todavia, devo chamar-vos a atenção para o Simpósio n.º 37, que coordeno, o qual se intitula "A Língua Portuguesa em Timor-Leste". Seria muito gratificante termos um simpósio muito concorrido, com muitas comunicações a chegarem de colegas que trabalham em e sobre Timor-Leste!

Apelo a todos para que participem e divulguem!!

"O SIMELP tem como concepção básica a ideia de congregar estudiosos de todo o mundo – no que diz respeito à divulgação, ao ensino e à pesquisa – em simpósios constituídos como espaços de discussão sobre a língua portuguesa nas áreas da língua, linguística, literatura e cultura. Pretende-se que esse evento seja democrático de forma a criar um ambiente propício para trocas entre experientes pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes áreas que têm a língua portuguesa como preocupação. Inclusão é a palavra-chave. A primeira edição ocorreu em 2008 na USP, Brasil. A segunda, em 2009, teve lugar na Universidade de Évora, Portugal."

III SIMELP – Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa


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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

TIMOR - UM PAÍS POR CUMPRIR (Grande Reportagem SIC 29/08/2010)

Nuno Almeida

Uma reportagem sobre o estado actual de Timor-Leste. Apresenta uma visão sobre os planos social, económico, político e linguístico, colhendo opiniões de várias pessoas ligadas ao processo de desenvolvimento de Timor. Claro que a perspectiva oferecida é portuguesa e, no que à esfera linguística diz respeito, ilustra bem as dificuldades com que se deparam os agentes lusos: desconhecimento do terreno e dificuldade em falar de uma estratégia própria.

É visível o desconhecimento do terreno linguístico, mas o jornalista não se acanha: “Na verdade, o tétum ainda não é bem uma língua, é mais um dialecto em formação que absorve muitas palavras do português e do bahasa indonésio”, o que vem explicar o facto de que, “em Timor, não há duas pessoas a falar tétum da mesma maneira”.

Escusando-me a comentar de modo sério a óbvia barbaridade das anteriores afirmações do ponto de vista linguístico, noto agora que Timor-Leste não tem duas línguas oficiais: tem uma língua oficial – o português – e um dialecto oficial – o tétum.

E que dizer das palavras do coordenador do PCLP: “efectivamente há um interesse de querer de algum modo fazer com que o português não se desenvolva. Isso nota-se perfeitamente: há ‘n’ jornais, por exemplo, no caso da comunicação social, que de algum modo têm financiamento de outros países, o que obviamente não ajuda nada”.

Torna-se claro que a dificuldade em apresentar uma estratégia própria se deve, mais do que certamente, ao tempo inevitavelmente gasto na investigação das estratégias dos que tentam minar a consolidação da língua portuguesa em Timor-Leste. Ainda por cima num terreno complexo como é o vasto mundo da comunicação social neste país. Nunca se pensou que houvesse ‘n’ jornais a serem financiados pelos inimigos da língua portuguesa – acreditava-se que pudessem ser apenas dois ou três mais direccionados para a comunidade anglófona. Realmente, com tanta circulação de jornais em inglês, qualquer timorense pode olhar para o lado e, mesmo sem querer, começar a falar inglês (pior, pode esquecer o português)! Não queremos (nós, os portugueses) que os timorenses saibam falar inglês – não é língua oficial.

Vejam a reportagem completa aqui.




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terça-feira, 27 de julho de 2010

Hau mós koalia portugés – filme

Nuno Almeida

Foi pedido a vários formandos de cursos de português que produzissem oralmente a frase “Eu também falo português” na sua língua materna. Para além das línguas maternas, pedi a dois deles que dissessem a mesma frase em português e indonésio. Às gravações obtidas e a algumas imagens de Timor-Leste, adicionei uma música de fundo que sugere a presença de um ambiente natural pouco transformado. O resultado é um rudimentar filme que nos dá uma pequena ideia da riqueza linguística que podemos encontrar em Timor-Leste, ao mesmo tempo que a frase repetidamente traduzida, tendo em conta a presença da língua portuguesa neste bonito país, transporta uma elevada carga simbólica.

As línguas utilizadas são (segundo informação dos formandos): português, galolen, mambae, indonésio, makasae, tétum, tokodede, baikeno, sa’ani, bunak, fataluku, tétum terik e waimoa. O mambae e o makasae aparecem várias vezes e a ortografia é da minha responsabilidade – com base na ortografia do tétum e com algumas mais que prováveis incorrecções. Parece-me haver em alguns casos influência do tétum nas produções dos falantes.

Não se trata de um trabalho de cariz científico e, por isso, não tem a pretensão de cobrir todo o património linguístico de Timor. Foi realizado apenas com o objectivo de criar um ambiente ilustrativo da riqueza linguística de Timor-Leste (especialmente para quem nunca visitou o território) e foi usado por mim num momento prévio à apresentação de um trabalho de investigação para a obtenção do grau de mestre, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Abril de 2009.





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sábado, 10 de julho de 2010

Contributos da Receita Culinária para a Didáctica do Português Língua Estrangeira

Biram Djiguène Dieng

«O objectivo principal deste trabalho é indagar sobre o potencial da Receita Culinária em termos didácticos com vista a comprovar a pertinência do seu aproveitamento na aula de PLE. […] Este potencial relacionado com os ingredientes didácticos por ela encerrados é reforçado pelas competências comunicativas cuja revisitação foi essencialmente apoiada no QECRL, possibilitando a demonstração posterior das suas capacidades […]. A activação destas competências comunicativas e interculturais nos aprendentes é imprescindível para o ensino-aprendizagem do PLE e é a sua contemplação pela RC que fundamenta a pertinência do seu aproveitamento didáctico.»

Um trabalho apresentado em 2009 à Faculdade de Letras da Universidade do Porto para a obtenção do grau de Mestre em Ensino do Português Língua Segunda / Língua Estrangeira. Para além da fundamentação teórica, que nos permite perceber a amplitude do contributo que este tipo de texto pode dar ao ensino de PL2/PLE, através das suas potencialidades didácticas, são-nos oferecidas várias propostas didácticas (já experimentadas) que podemos usar ou adaptar. Muito interessante para quem habitualmente usa as receitas culinárias nas suas aulas.

Descarreguem o texto completo (em pdf) aqui em baixo.




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Michael Leach: FALAR PORTUGUÊS – CHINA E TIMOR-LESTE

Fátima Marques

«Certamente, os meios de comunicação australianos parecem pensar que Timor-Leste está comprometido, numa bizarra e arcaica lealdade, à língua portuguesa – uma língua moribunda de colonialistas indiferentes, uma espécie de Latim ramificado, transpirando os seus últimos dias debaixo de palmeiras – o que é ritualmente denunciado, como se a adopção do português, por si só, fosse suficiente para demonstrar a loucura do primeiro governo de Timor-Leste. O mesmo realismo insípido destitui o português como se fosse uma espécie de sentença de morte económica. Todavia, esta apreciação racionalista parece não ter em conta os desenvolvimentos significativos na região. Se as sumidades dos media australianos estão certas, então porque estão, actualmente, a rebentar pelas costuras as escolas de língua portuguesa em Macau, com largos milhares de estudantes chineses? […]»

Numa altura em que se volta a assistir ao relançamento do debate sobre o papel da língua portuguesa em Timor-Leste como factor de construção de uma identidade nacional, deixo aqui um texto pertinente, escrito por Michael Leach, investigador na Deakin University (Austrália), artigo publicado no Arena Magazine, na edição de Dezembro/Janeiro 2007-08 (traduzido para português). O autor apresenta alguns pontos de vista que retomam a discussão em torno da língua portuguesa em Timor-Leste e da aprendizagem da mesma em países com economias emergentes, à luz de outros aspectos estratégicos: o económico, o social, o político.

Para descarregar o artigo completo, cliquem na miniatura.




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domingo, 27 de junho de 2010

Timor e a Língua Portuguesa no seu Projecto Educativo

Mariette Bolina

«O texto que preparei para a nossa “conversa”, apesar de ter por base uma vasta recolha de informação documental, é, sobretudo, o fruto de uma gratificante experiência profissional e pessoal, como coordenadora, e também, como docente, num Curso de Formação de Professores de Português, na UNTL, Universidade Nacional de Timor-Leste, em Díli.»

Este texto, que foi publicado na Revista Lusófona de Educação, 6, pp. 179 – 193, e que serviu de base a uma comunicação apresentada em conferência realizada na Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, a 5 de Abril de 2005, centra-se no enquadramento da língua portuguesa no projecto educativo em Timor-Leste, fornecendo uma perspectiva sobre o contexto educativo e seus antecedentes neste país ao mesmo tempo que destaca algumas iniciativas promotoras de uma maior qualidade do ensino em geral, incluindo-se neste, mais especificamente, o ensino/aprendizagem da língua portuguesa. Para além do objecto central, são incluídas também algumas notas sobre a geografia, a história, a religião e a sociedade timorenses.

É interessante, através da leitura do artigo, acedendo ao panorama educativo existente há cinco anos, cujo desenvolvimento se encontrava “num estado de grande fragilidade organizacional, científica e pedagógica”, verificar que este texto continua, em larga medida, actual.

Descarreguem o artigo clicando sobre a minatura.




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Os especialistas e a tarefa do ensino da língua em Timor-Leste

«Tradução de uma entrevista feita à Direcção do Instituto Nacional de Linguística da Universidade Nacional de Timor Lorosa’e pelo jornal timorense STL, sobre as perspectivas de desenvolvimento das línguas de Timor, no âmbito das celebrações do quarto aniversário do Referendo em Timor-Leste (30 de Agosto de 2003). O original foi publicado em tétum no referido jornal e esta tradução para português de João Paulo T. Esperança (docente da Fundação das Universidades Portuguesas na UNTL) foi publicada no Várzea de Letras (jornal literário do Departamento de Língua Portuguesa da UNTL), edição especial dupla nº 9/10 de Outubro/Novembro de 2004.»

Uma leitura útil para reflectir sobre a problemática do ensino das línguas em Timor-Leste e perceber como era/é perspectivada pelo organismo máximo responsável por tal tarefa, incluindo-se aqui também a eventual situação de concorrência linguística existente no país.

A entrevista completa é aqui disponibilizada para download.




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sábado, 29 de maio de 2010

Lendas e outras histórias de Timor (Baucau)

Maria Cristiana Casimiro

“Passaram quase 8 anos desde que pensei iniciar um trabalho como este, nas aulas de Português, com os formandos de todos os subdistritos de Baucau.
O 8 é considerado um número muito auspicioso, pelos menos na sociedade de Ataúro, e penso que parte destes significados de números seja comum a quase toda a sociedade timorense.
O 8 significa 4 x 2, dois algarismos que, por si sós, já têm um significado muito positivo em Ataúro: o 2, que aponta para a constituição dualista da sociedade de Ataúro; e o 4, que significa a perfeição, felicidade, harmonia e estabilidade desta mesma sociedade dualista; refere-se aos 4 prumos angulares da casa que simbolizam a sociedade descrita.
Sendo 4 vezes 2, o 8 transmite a ideia de solidariedade entre os componentes da sociedade dualista ataúro.
A um nível mais abrangente, que este 8 continue a significar a ligação, a solidariedade e esse amor que continua a existir entre as comunidades dos nossos dois países, Timor-Leste e Portugal.

E porque sinto muitas saudades dos 3 anos que aí passei, e porque me sinto sempre em dívida para com as pessoas que aí conheci e com quem trabalhei, nas aulas, e na recolha destas lendas, sirva esta ‘publicação’ para, de certa forma, me ‘encontrar’ de novo com todos estes professores de Baucau. Juntos planeámos muito, conversámos muito (e em Português), questionámos e analisámos muitos textos, debatemos opiniões, e falámos do futuro; Também abrimos pelo menos 3 bibliotecas: em Quelicai, em Baguia e em Laga.

Uma nota triste, é que o Professor Mário de Fátima Lopes, a quem atribuí a nota de 20 no exame final em Junho de 2003, já não está entre nós. Era o director da escola pré-secundária de Laga, e um óptimo professor e educador. Neste conjunto de textos, saliento um dele, com o título ‘O Papel da Língua Portuguesa em Timor Leste’.
Também o Professor catequista de Bercoli, senhor Domingos Salvador Belo, e que escreveu o belíssimo texto ‘Natal de 2002’, eu sei que já se foi também. Pelo menos desses dois eu tive notícia, mas receio que outros que me ajudaram, também já não poderão ler isto. Resta-me o consolo de pensar que o livro, publicado há 3 anos, possa de alguma forma ter chegado até eles, mostrando que eu cumpri a promessa que lhes fiz, a de um dia publicar estes textos que todos organizámos.
Até sempre, queridos formandos / colegas / amigos, de todo o distrito de Baucau!...
Maria Cristiana”

Um valioso conjunto de textos, já publicados em Junho de 2007 pela Fundação Mariana Seixas e agora disponibilizados pela autora da recolha, Maria Cristiana, a quem muito agradecemos.
Para o blogue, criámos uma nova 'edição'. Descarreguem aqui a ‘nossa edição’ completa em pdf.

Com limites de página (15 MB)


Sem limites de página (1 MB)



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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quadro de Referência para o Ensino do Português como Língua Estrangeira (QuaREPE)

Miguel Lopes

Enquanto se aguarda pela saída do prelo do Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste, recomenda-se vivamente a leitura do QuaREPE. Trata-se de um documento legal - destinado a todos os professores de Português como língua não materna - particularmente interessante no que toca a competências comunicativas e a descritores de níveis de proficiência.

Descarregue o texto aqui.




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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ataque à Língua Portuguesa em Timor-Leste: Verdade ou Puro Alarmismo?

Nuno Almeida

Nas últimas semanas voltou a polémica em torno de um suposto ataque contra a língua portuguesa em Timor-Leste. O protagonismo de tal ataque é atribuído a Kirsty Sword-Gusmão, Embaixadora de Boa Vontade para os Assuntos da Educação e responsável pela equipa do Conselho Nacional da Educação que tem trabalhado em torno da definição de uma política linguística para a educação, defendendo uma “Educação com Base na Língua Materna”.

Pelo que se percebe, há duas opiniões bem distintas: de um lado estão aqueles que vêem na defesa das línguas maternas e valorização do tétum um ataque disfarçado à presença da língua portuguesa aqui em Timor, chegando a supor que se adivinha a substituição do português pelo inglês; do outro lado estão os que consideram não haver qualquer ataque à língua portuguesa na agenda do CNE e que tais suposições são fruto de afirmações não fundamentadas, erros e imprecisões.

Compilei alguns textos que considero serem esclarecedores sobre o desenvolvimento da referida polémica. Para além de notícias e posts, incluo também alguns comentários da blogosfera identificados e escritos num registo compatível com este nosso blogue. Assim, porque este é um assunto que nos toca enquanto professores de língua portuguesa em Timor-Leste, podem descarregar o documento abaixo e ficar com uma perspectiva geral.




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terça-feira, 18 de maio de 2010

Timor-Leste no catálogo da LIDEL para 2010 / 2011

No catálogo da LIDEL para 2010 e 2011, no âmbito do Português Língua Estrangeira, Português Língua Segunda e Português Língua Não Materna, podemos encontrar algumas publicações direccionadas para Timor-Leste.
Entre estudos, manuais, gramáticas e outros, as opções não são muitas. No entanto, é bom verificar que vão crescendo em número de ano para ano.

O que abaixo disponibilizamos para download é uma selecção das páginas do referido catálogo onde aparecem obras referentes a Timor-Leste. Para descarregarem o catálogo completo, sigam este link.

Dêem uma vista de olhos porque, além de algumas publicações já nossas conhecidas, há algumas novidades.




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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Língua, nome e identidade numa situação de plurilinguismo concorrencial: o caso de Timor-Leste

Rui Graça Feijó

“Este ensaio debate as relações entre língua, nome e identidade no contexto plurilinguístico de Timor-Leste. Mais concretamente, aborda a questão da relação entre o nome próprio e o nome de família como uma das singularidades do sistema linguístico timorense. Através dos nomes e das práticas de nomeação em Timor-Leste e da forma como se constroem e se articulam com outros fenómenos coevos, pretendo chegar à discussão dos níveis de identidade cultural e das bases sobre as quais assenta o próprio sentimento de identidade nacional timorense.”

Texto preparado para o simpósio internacional Nomes e Pessoas: Género, Classe e Etnicidade na Complexidade Identitária realizado no ICS(2006). [In etnográfica, Maio de 2008, 12 (1): 143 – 172]

Texto completo aqui:




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terça-feira, 4 de maio de 2010

O ensino e a aprendizagem do português, hoje, em Timor-Leste

"Páginas de Português" é um programa de José Manuel Matias e José Mário Costa, transmitido pela Antena 2 da RDP, produzido pelo Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e realizado pela Universidade Aberta de Lisboa. No dia 13 de Dezembro de 2009, este programa foi dedicado ao tema "Abordagem à Aventura da Divulgação e Aprendizagem da Língua Portuguesa em Timor-Leste".

Com a participação de Ágio Pereira, Secretário de Estado do Conselho de Ministros de Timor-Leste, de António José Borges, professor de português com experiência em Timor, de Hanna Batoréo, investigadora da Universidade Aberta de Lisboa, e de Lúcia Vidal Soares, este programa aborda diversas questões:

- A língua portuguesa no ensino;
- O papel da Cooperação Portuguesa;
- A relação das novas gerações com a língua portuguesa;
- O papel da língua portuguesa face ao espaço do tétum e do inglês;
- Medidas para a (re)introdução da língua portuguesa;
- O interesse da população pela língua portuguesa;
- Os professores timorenses e a língua portuguesa;
- A abordagem a adoptar no ensino da língua portuguesa;
- A língua portuguesa no contexto plurilingue em Timor-Leste.

Não deixem de ouvir este programa, que nos foi facultado por Cláudia Taveira, a quem agradecemos. Devido a condicionalismos técnicos, o programa foi dividido em cinco partes:

Introdução


Parte 1 (Ágio Pereira)


Parte 2 (António José Borges)


Parte 3 (Hanna Batoréo)


Parte 4 (Lúcia Vidal Soares)



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domingo, 2 de maio de 2010

Estamos no Facebook

Estamos no Facebook. Assim, quem quiser partilhar fotos relacionadas com a sua actividade de ensino da língua portuguesa em Timor-Leste (presente ou passada), basta enviar as fotos para o nosso email ou, caso já as tenham publicado no Facebook, identifiquem o amigo "Professores Português Timor-Leste" e elas aparecerão também no nosso perfil.

Professores Português Timor-Leste

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sábado, 1 de maio de 2010

Língua Portuguesa em Timor-Leste: o desenvolvimento da língua na perspectiva da Administração

Nuno Almeida

"Com o processo de descentralização administrativa em marcha, em Timor-Leste, os governantes começam a pensar em aliar a este processo uma estratégia de desenvolvimento da língua portuguesa. É crucial a definição de tal estratégia, contudo, para se falar de “Estratégia de Desenvolvimento da Língua Portuguesa na Perspectiva da Descentralização (Governativa / Administrativa)” será essencial, em momento anterior, perceber e valorizar a ligação entre a Administração e o desenvolvimento da língua. Uma vez percebida a potencialidade do sector da Administração Pública para a difusão da língua portuguesa pelo território timorense, qualquer estratégia será então delineada de modo mais consciente, logo, terá mais hipóteses de alcançar melhores resultados.

A realidade dos últimos anos mostra-nos que a Administração não tem sido verdadeiramente assumida como um motor da dinâmica de reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste. Para que se perceba esta afirmação, compare-se o relevo que tem sido dado à questão da língua no sector educativo com o que se tem passado no sector administrativo (em termos de cursos de formação de língua portuguesa, por exemplo). [...]"

Algumas linhas de reflexão que nos dão a perspectiva de um professor que, no último ano, ensinou língua portuguesa a funcionários da Administração Pública, em Timor-Leste.

O artigo completo está disponível para descarregar aqui em baixo.




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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Paladino do Português como Língua Universal

O Professor Malaca Casteleiro apresenta o seu ponto de vista sobre as vantagens do Acordo Ortográfico numa entrevista concedida à Revista Macau. Apesar de ser já um texto antigo, não deixem de conhecer a perspectiva de um dos principais defensores do novo Acordo.

Entrevista aqui.