sábado, 8 de outubro de 2011

Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste

Tendo por base a observação dos resultados do PRLP/PCLP (processo de implementação, relevância, eficácia, eficiência, efeitos, sustentabilidade, coordenação e complementaridade, valor acrescentado e visibilidade) o Relatório do Projeto de Reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste (PRLP) – 2003-2009, de dezembro de 2010, aqui postado em abril de 2011, apresentou conclusões, lições aprendidas e recomendações.

Posteriormente, foi publicada no sítio do IPAD a Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste. Neste documento, os serviços / organismos responsáveis pela implementação das 25 recomendações constantes do referido relatório indicam a sua aceitação, apontando as medidas que irão tomar em conformidade, ou a sua rejeição, explicando o motivo para tal.

Para descarregar o documento (pdf), basta clicar na miniatura abaixo ou fazê-lo diretamente a partir do sítio do IPAD aqui.




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terça-feira, 20 de setembro de 2011

«Ensino do português como lingua oficial implica lutar para que esta seja língua veicular» - entrevista de Hanna Batoreo ao Hoje Macau.

“Hanna Batoréo é docente na Universidade Aberta de Lisboa e foi também a coordenadora do Simpósio dedicado à Língua Portuguesa em Timor-Leste, que teve lugar no território este mês. Em entrevista que surge como comentário ao artigo do Hoje Macau sobre a questão da abolição do português no ensino básico timorense, a académica analisa os prós e contras da implementação da língua lusa, sem esquecer a perspetiva de Timor-Leste.”

Um texto de Joana Freitas, publicado na edição do passado dia 16 de setembro, que podem descarregar clicando na miniatura abaixo (duas páginas da edição impressa, em formato pdf), ou consultar em linha, no sítio do Hoje Macau, clicando aqui.




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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Língua Portuguesa na Escola: uma polémica virtual ou Língua Portuguesa: uma ponte para o mundo

Nuno Almeida

Aqueles que têm vindo a acompanhar a reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste na última década já se vão habituando à crónica polémica em torno da presença desta língua naquele país, sempre acontecendo que, depois de acalmarem os ânimos, tudo segue igual. Nos últimos anos, a introdução das línguas nacionais na escola como línguas de instrução, com a consequente retirada de protagonismo ao português neste domínio, tem sido o principal fator de discórdia. Neste debate, curiosamente, a questão polémica nem sempre se coloca efetivamente na concorrência entre a LP e as línguas maternas dos alunos para a instrução nos anos iniciais de escolaridade, acabando por resvalar para a troca de argumentos em torno da existência de uma agenda oculta para a eliminação do português em Timor-Leste, a favor do inglês ou, até, do indonésio.

Considero que, observando o contexto com alguma atenção e agindo em função dele, deixa de se poder falar em concorrência linguística, podendo até pensar-se em complementaridade linguística. Assim sendo, apesar de ter reflexos práticos, esta é, na verdade, uma polémica virtual. Foi assim que a ela me referi no III SIMELP – Macau, na comunicação apresentada no simpósio dedicado a Timor-Leste, com o título Para a (re)introdução da língua portuguesa em Timor-Leste, na qual dediquei uma secção a este assunto. Visto que o texto completo demorará ainda algum tempo até ser publicado e ficar disponível para consulta, tomo a liberdade de transcrever a última parte (com pequenas adaptações textuais) para partilhar aqui no nosso blogue. Espero sinceramente contribuir para a formação de opiniões menos extremadas e mais esclarecidas, nomeadamente quanto ao papel da LP em Timor-Leste, cuja correta interpretação é, a meu ver, a chave do sucesso para o futuro do português em Timor.

O texto, para ler ou descarregar:




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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O elemento luso-timorense no português de Timor-Leste

Davi B. Albuquerque

RESUMO: O termo ‘luso-timorense’, usado para se referir a elementos lusófonos específicos a Timor Leste, foi empregado inicialmente por Thomaz (1995) ao analisar o léxico do português falado na ilha. O presente artigo é resultado de uma investigação em andamento, que pretende analisar a variedade do português falada pelo povo leste-timorense, com objetivos de documentar e valorizar essa variedade da língua portuguesa como uma variedade nacional, chamada de Português de Timor Leste (PTL). Assim, na seção 1 será apresentada brevemente uma sociohistória da língua portuguesa na ilha de Timor; em 2, será traçado um histórico dos estudos linguísticos a respeito do PTL e da variedade crioula outrora falada na ilha; na seção 3, será analisada a presença do elemento luso-timorense no léxico do PTL; e, finalmente, em 4, com objetivo de contribuir para um melhor conhecimento do léxico PTL, serão apontados alguns lexemas de origem estrangeira específicos a essa variedade.

Artigo completo, publicado na ReVEL v. 9, n.º 17 de 2011 para descarregar aqui:



Ligação para o blogue do autor: East Timor Linguistics: State of the Art


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania já nas bancas.

Nuno Almeida


Mais um título disponível sobre o ensino da LP em Timor-Leste. Leiam o resumo aqui e procurem mais informações no sítio da LIDEL, seguindo a ligação abaixo.


"Compreender o papel da língua portuguesa na sociedade timorense, plurilingue, é fundamental para o processo de reintrodução desta língua em Timor-Leste. O enquadramento sociolinguístico da língua portuguesa naquele país à luz de conceitos da Didática das Línguas ajuda a que se tomem opções mais conscientes e adequadas às necessidades comunicativas dos diversos públicos.

Além de potenciar a aprendizagem, uma abordagem do ensino do português virada para as necessidades dos aprendentes contribui para a preservação do património cultural e linguístico de Timor-Leste, que é complexo. Nas escolas, onde a língua portuguesa é língua de instrução, isso implica o estabelecimento de pontes com as línguas locais, seja com o intuito de ativar uma competência intercultural que leve ao desenvolvimento de valores de cidadania democrática, seja para facilitar o acesso ao conhecimento.

Língua Portuguesa em Timor-Leste: Ensino e Cidadania dirige-se a todos os agentes envolvidos na reintrodução do português em Timor-Leste, sendo ainda uma leitura útil àqueles que procuram conhecer a realidade atual desta língua."

Para obter mais informações sobre o livro ou para o adquirir, cliquem aqui.


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sábado, 2 de julho de 2011

Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste já está nas bancas

Soraia Lourenço

Resumo do livro: "A situação da língua portuguesa em Timor-Leste é específica: apesar de ser língua oficial e de escolarização, a par da língua tétum, convive no dia a dia da população timorense com a língua indonésia, com as línguas locais e com o inglês. Este contexto dificulta a sua utilização, quer por não existir suficiente input em língua portuguesa, quer por esta praticamente se confinar, por enquanto, aos limites da sala de aula.

A fixação da língua portuguesa no país depende do sistema educativo, sendo a formação de professores uma área prioritária na qual tem existido uma pluralidade de metodologias e de práticas que nem sempre se cruzam. Assim, urge a conceção de um documento que oriente a intervenção dos diferentes agentes para um melhor resultado.

Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste surge como uma base de referência comum que visa a uniformidade nas orientações curriculares, a consolidação e avaliação de aprendizagens e a certificação de competências, promovendo uma eventual cooperação entre diferentes sistemas educativos e propondo a mobilidade dentro da CPLP. Inspirado nas atuais tendências europeias do ensino de línguas não maternas, este livro propõe o desenvolvimento de competências e aprendizagens fundamentais para o público-alvo no contexto específico de Timor-Leste, distribuídas por níveis de proficiência, incluindo ainda uma tabela em língua tétum das competências a desenvolver. É um livro que se destina a professores e alunos e a todos os que se interessam pelo percurso da língua portuguesa em Timor-Leste."

Para mais detalhes, ou para adquirir o livro no sítio da LIDEL, cliquem aqui.










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sábado, 7 de maio de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania.

Nuno Almeida

Conforme divulgado anteriormente, participei no colóquio internacional Portugal e o Sueste Asiático: 500 anos com uma comunicação sobre a LP em TL. Por uma feliz coincidência, aproveitei para juntar, à divulgação de algumas reflexões resultantes da minha experiência profissional em Timor, a apresentação da minha primeira publicação. Assim sendo, esta comunicação trata-se de um resumo bastante fiel, embora incompleto, de Língua Portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania, prestes a ser publicado pela LIDEL.

Não posso deixar de agradecer a presença do Carlos e da Zenóbia - foi muito bom ter algumas caras familiares no meio da multidão.

O texto da comunicação (pdf) está disponível para descarregar, clicando sobre a miniatura abaixo.




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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Relatório de Avaliação do Projecto de Reintrodução da Língua Portuguesa (PRLP) em Timor-Leste – 2003-2009

Nuno Almeida

Uma leitura indispensável para que se tenha uma noção dos resultados do principal motor da reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste, aqui observados em diversas vertentes: processo de implementação; relevância; eficácia; eficiência; efeitos; sustentabilidade; coordenação e complementaridade; valor acrescentado; visibilidade. Também são apresentadas conclusões, lições aprendidas e, como não podia deixar de ser, recomendações.

«O presente Relatório surge em resultado da adjudicação pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS-IPL) da Prestação de Serviços de Avaliação do Percurso do Projecto de Reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste (2003-2009). Tendo como referência o caderno de encargos estabelecido, o relatório tem como objecto a avaliação do Projecto referido, nomeadamente em relação às seguintes dimensões:
(a) Verificação do seu grau de desempenho ao nível do contributo para a melhoria do sistema educativo e da educação geral em Timor-Leste;
(b) Aferição dos resultados obtidos ao nível da penetração da língua portuguesa na sociedade deste país;
(c) Identificação do funcionamento das escolas e dos constrangimentos existentes.»

Descarreguem o relatório completo clicando na miniatura abaixo.




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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Haverá horta na horta? Rola ou lakateu? Eu vou de microlete. E tu?

Lúcia Vidal Soares

Recebemos recentemente um mail de Lúcia Vidal Soares, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, a quem devemos um agradecimento pelo valioso contributo. Passamos a transcrever as suas palavras, disponibilizando ainda os textos que nos enviou para quem queira descarregar.

Encontrei hoje o vosso blog e dado que pedem material sobre o tema que nos "preocupa" envio alguns textos e indicações bibliográficas. Se entenderem que possam ser válidos... publiquem-nos.
Com os melhores cumprimentos,

Haverá horta na horta? - a importância dos aspectos sócio-culturais na produção de suportes didácticos, Encontro Metodologias e Materiais para o Ensino do Português como Língua Não Materna, promovido pelo ILTEC, Fundação Calouste Gulbenkian, Outubro, 2009.



Ensino/aprendizagem do português no contexto plurilingue de Timor-Leste: rola ou lakateu? rola e lakateu!, SIMELP II, Universidade de Évora, Outubro, 2009, a visitar no sitio: http://www.simelp2009.uevora.pt/pdf/slg6/04.pdf .



Eu vou de microlete. E tu?, XV Encontro da AULP, Universidade Técnica de Lisboa, Maio , 2005.



Aguardo a publicação dos seguintes artigos:

  • Qual o papel da Língua Portuguesa em Timor Leste? – participação no painel A Língua Portuguesa nas políticas educativas dos PALOP, coordenado pela Prof.ª Doutora Maria Helena Mira Mateus, Congresso Portugal e os PALOP: Cooperação na área da Educação, ISCTE, Março, 2010.

  • Le Manuel de langue, carrefour de rencontres plurielles, Colloque international Quelle didactique plurilingue et pluriculturelle en contexte mondialisé ?, INALCO , Paris, 17-19 Junho, 2010.

  • Le réveil de la langue portugaise au Timor Oriental, Colloque international Langue et territoire / Language and Territory, Université Laurentienne de Sudbury (Ontario, Canada) 29 agosto- 3 de Setembro de 2010.


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inscrições no GT: "Ensino de língua portuguesa na Ásia" do I SIELP

Davi B. Albuquerque

Caros colegas,

o I SIELP (Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa) a ser realizado nos dias 16 e 17 de Junho na UFU (Universidade Federal de Uberlãndia), Uberlãndia, Minas Gerais, Brasil, está com um grupo de trabalho intitulado `O ensino de língua portuguesa na Ásia`, que aceita submissão de resumo até 15 de março de 2011. Mais informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/inicio.html

Peço que por favor divulguem e espero a participação de todos através de comunicações.

Grato.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Experiência de um Aprendiz de Português como Segunda Língua em Ambiente de Imersão

Domingos dos Santos

Uma dissertação apresentada à Universidade de Brasília para a obtenção do Mestrado em Educação. Ficam aqui alguns excertos do resumo inicial e a versão integral da dissertação em pdf, para descarregar. Não deixem de dar uma vista de olhos a um trabalho valiosíssimo desde logo pela perspetiva privilegiada que o investigador tem sobre todo o processo de aprendizagem da língua portuguesa como língua segunda: ele é simultaneamente o “pesquisado”. É aliciante, sobretudo para quem ensina ou ensinou a aprendentes timorenses, a possibilidade de conhecer, na primeira pessoa e de modo cientificamente fundamentado, o que é, para um cidadão timorense, aprender a língua portuguesa.

“[…] Este estudo tem o objetivo de analisar e descrever o processo de desenvolvimento da competência comunicativa de um aprendiz, em língua portuguesa como Segunda Língua (L2) em ambiente de imersão. Para tanto, trabalhou-se com um estudante estrangeiro beneficiado pelo Programa de Cooperação entre o Brasil e o Timor-Leste (CBTL), estudante esse que vem a ser o próprio pesquisador. […] As informações foram construídas a partir de instrumentos como a observação/monitoração, de protocolos de leitura, de glossários, da produção textual e do diário reflexivo. […] A pesquisa evidenciou que o registro da reflexão por meio de diários reflexivos se mostrou um recurso extremamente válido para o aprendizado e a ampliação da competência comunicativa do pesquisado, pois lhe permitiu tomar consciência dos processos cognitivos envolvidos na ampliação de sua competência comunicativa. Além disso, ficou claro que a reflexão sistemática e pontual sobre os episódios interacionais, a partir da imersão, contribui para a ampliação da competência comunicativa, ampliação esta particularmente facilitada pela descrição desse processo, o que foi determinante para que o pesquisador/pesquisado lograsse êxito como aprendiz do português brasileiro. Verificou-se, ainda, que o conceito abstrato de imersão se materializa em um conjunto de circunstâncias de interação que são favorecedoras do processo de aquisição. Ou seja, a imersão deve ser vista, não como uma condição abstrata, mas como uma condição que se torna concreta em situações reais nas quais o aprendiz participa.”




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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Ensino de Língua Portuguesa em Timor-Leste: Variedades e Dificuldades

Davi B. Albuquerque

«A língua portuguesa em Timor Leste foi instituída língua oficial na constituição de 2002. As dificuldades de ensino, porém, permanecem até hoje por diversos fatores. No presente artigo analisar-se-á o contexto histórico da língua portuguesa em Timor Leste, juntamente com a situação linguística atual do português e do ensino, procurando identificar as variantes da língua portuguesa faladas em Timor Leste, além de mostrar algumas dificuldades no seu ensino e os fatores que as causam.»

«O artigo baseia-se na experiência de ensino na UNTL (Universidade Nacional Timor Lorosa'e) que tive durante os anos de 2008 e 2009. Além da discussão sobre a sala de aula e o ensino de língua portuguesa, abordo temas problemáticos sobre a repercussão política e os impactos socioculturais da atuação das diversas instituições de auxílio internacional em Timor Leste. Ainda, analiso algumas questões sobre as variedades da língua portuguesa faladas pelo mundo, enfatizando a variedade do Português de Timor Leste.»

Um artigo gentilmente enviado para publicação no nosso blogue por Davi Borges de Albuquerque, linguista da Universidade de Brasília (UnB). Fica aqui também a ligação para o seu blogue sobre linguística de Timor-Leste, que se chama “East Timor Linguistics: State of the Art”.

Para descarregar o artigo completo, cliquem na miniatura.




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domingo, 28 de novembro de 2010

“Muitas línguas, um só povo” – 1º Encontro sobre as Línguas de Timor-Leste

Soraia Lourenço

Foi com agrado que recebi a notícia do 1º Encontro sobre as línguas de Timor-Leste – “Muitas línguas, um só povo”, realizado nos dias 5 e 6 de Agosto de 2010.

Sendo o património linguístico de Timor-Leste uma das suas principais riquezas, deve ser preservado e estimulado. Cada língua falada em Timor-Leste reflecte aspectos culturais e identitários daqueles que a falam e ocupa um espaço próprio na sociedade timorense. Neste encontro sobre as línguas de Timor-Leste, debateram-se questões importantes, chegando-se a uma série de resoluções finais, que, a concretizarem-se, mostrarão que todos saíram já vencedores, a começar pelas línguas.

Clicando na miniatura abaixo, poderão descarregar a Alocução de Sua Excelência o Primeiro Ministro de Timor-Leste e a Declaração Final da Conferência.




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Comunicações para o III Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa - Macau

Ana Sofia Deus

Amigos, venho anunciar-vos que se realizará em Macau, entre 30 de Agosto e 2 de Setembro de 2011, o III SIMELP (Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa). Poderão verificar todos os simpósios na ligação em anexo. Todavia, devo chamar-vos a atenção para o Simpósio n.º 37, que coordeno, o qual se intitula "A Língua Portuguesa em Timor-Leste". Seria muito gratificante termos um simpósio muito concorrido, com muitas comunicações a chegarem de colegas que trabalham em e sobre Timor-Leste!

Apelo a todos para que participem e divulguem!!

"O SIMELP tem como concepção básica a ideia de congregar estudiosos de todo o mundo – no que diz respeito à divulgação, ao ensino e à pesquisa – em simpósios constituídos como espaços de discussão sobre a língua portuguesa nas áreas da língua, linguística, literatura e cultura. Pretende-se que esse evento seja democrático de forma a criar um ambiente propício para trocas entre experientes pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes áreas que têm a língua portuguesa como preocupação. Inclusão é a palavra-chave. A primeira edição ocorreu em 2008 na USP, Brasil. A segunda, em 2009, teve lugar na Universidade de Évora, Portugal."

III SIMELP – Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa


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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

TIMOR - UM PAÍS POR CUMPRIR (Grande Reportagem SIC 29/08/2010)

Nuno Almeida

Uma reportagem sobre o estado actual de Timor-Leste. Apresenta uma visão sobre os planos social, económico, político e linguístico, colhendo opiniões de várias pessoas ligadas ao processo de desenvolvimento de Timor. Claro que a perspectiva oferecida é portuguesa e, no que à esfera linguística diz respeito, ilustra bem as dificuldades com que se deparam os agentes lusos: desconhecimento do terreno e dificuldade em falar de uma estratégia própria.

É visível o desconhecimento do terreno linguístico, mas o jornalista não se acanha: “Na verdade, o tétum ainda não é bem uma língua, é mais um dialecto em formação que absorve muitas palavras do português e do bahasa indonésio”, o que vem explicar o facto de que, “em Timor, não há duas pessoas a falar tétum da mesma maneira”.

Escusando-me a comentar de modo sério a óbvia barbaridade das anteriores afirmações do ponto de vista linguístico, noto agora que Timor-Leste não tem duas línguas oficiais: tem uma língua oficial – o português – e um dialecto oficial – o tétum.

E que dizer das palavras do coordenador do PCLP: “efectivamente há um interesse de querer de algum modo fazer com que o português não se desenvolva. Isso nota-se perfeitamente: há ‘n’ jornais, por exemplo, no caso da comunicação social, que de algum modo têm financiamento de outros países, o que obviamente não ajuda nada”.

Torna-se claro que a dificuldade em apresentar uma estratégia própria se deve, mais do que certamente, ao tempo inevitavelmente gasto na investigação das estratégias dos que tentam minar a consolidação da língua portuguesa em Timor-Leste. Ainda por cima num terreno complexo como é o vasto mundo da comunicação social neste país. Nunca se pensou que houvesse ‘n’ jornais a serem financiados pelos inimigos da língua portuguesa – acreditava-se que pudessem ser apenas dois ou três mais direccionados para a comunidade anglófona. Realmente, com tanta circulação de jornais em inglês, qualquer timorense pode olhar para o lado e, mesmo sem querer, começar a falar inglês (pior, pode esquecer o português)! Não queremos (nós, os portugueses) que os timorenses saibam falar inglês – não é língua oficial.

Vejam a reportagem completa aqui.




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terça-feira, 27 de julho de 2010

Hau mós koalia portugés – filme

Nuno Almeida

Foi pedido a vários formandos de cursos de português que produzissem oralmente a frase “Eu também falo português” na sua língua materna. Para além das línguas maternas, pedi a dois deles que dissessem a mesma frase em português e indonésio. Às gravações obtidas e a algumas imagens de Timor-Leste, adicionei uma música de fundo que sugere a presença de um ambiente natural pouco transformado. O resultado é um rudimentar filme que nos dá uma pequena ideia da riqueza linguística que podemos encontrar em Timor-Leste, ao mesmo tempo que a frase repetidamente traduzida, tendo em conta a presença da língua portuguesa neste bonito país, transporta uma elevada carga simbólica.

As línguas utilizadas são (segundo informação dos formandos): português, galolen, mambae, indonésio, makasae, tétum, tokodede, baikeno, sa’ani, bunak, fataluku, tétum terik e waimoa. O mambae e o makasae aparecem várias vezes e a ortografia é da minha responsabilidade – com base na ortografia do tétum e com algumas mais que prováveis incorrecções. Parece-me haver em alguns casos influência do tétum nas produções dos falantes.

Não se trata de um trabalho de cariz científico e, por isso, não tem a pretensão de cobrir todo o património linguístico de Timor. Foi realizado apenas com o objectivo de criar um ambiente ilustrativo da riqueza linguística de Timor-Leste (especialmente para quem nunca visitou o território) e foi usado por mim num momento prévio à apresentação de um trabalho de investigação para a obtenção do grau de mestre, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Abril de 2009.





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sábado, 10 de julho de 2010

Contributos da Receita Culinária para a Didáctica do Português Língua Estrangeira

Biram Djiguène Dieng

«O objectivo principal deste trabalho é indagar sobre o potencial da Receita Culinária em termos didácticos com vista a comprovar a pertinência do seu aproveitamento na aula de PLE. […] Este potencial relacionado com os ingredientes didácticos por ela encerrados é reforçado pelas competências comunicativas cuja revisitação foi essencialmente apoiada no QECRL, possibilitando a demonstração posterior das suas capacidades […]. A activação destas competências comunicativas e interculturais nos aprendentes é imprescindível para o ensino-aprendizagem do PLE e é a sua contemplação pela RC que fundamenta a pertinência do seu aproveitamento didáctico.»

Um trabalho apresentado em 2009 à Faculdade de Letras da Universidade do Porto para a obtenção do grau de Mestre em Ensino do Português Língua Segunda / Língua Estrangeira. Para além da fundamentação teórica, que nos permite perceber a amplitude do contributo que este tipo de texto pode dar ao ensino de PL2/PLE, através das suas potencialidades didácticas, são-nos oferecidas várias propostas didácticas (já experimentadas) que podemos usar ou adaptar. Muito interessante para quem habitualmente usa as receitas culinárias nas suas aulas.

Descarreguem o texto completo (em pdf) aqui em baixo.




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Michael Leach: FALAR PORTUGUÊS – CHINA E TIMOR-LESTE

Fátima Marques

«Certamente, os meios de comunicação australianos parecem pensar que Timor-Leste está comprometido, numa bizarra e arcaica lealdade, à língua portuguesa – uma língua moribunda de colonialistas indiferentes, uma espécie de Latim ramificado, transpirando os seus últimos dias debaixo de palmeiras – o que é ritualmente denunciado, como se a adopção do português, por si só, fosse suficiente para demonstrar a loucura do primeiro governo de Timor-Leste. O mesmo realismo insípido destitui o português como se fosse uma espécie de sentença de morte económica. Todavia, esta apreciação racionalista parece não ter em conta os desenvolvimentos significativos na região. Se as sumidades dos media australianos estão certas, então porque estão, actualmente, a rebentar pelas costuras as escolas de língua portuguesa em Macau, com largos milhares de estudantes chineses? […]»

Numa altura em que se volta a assistir ao relançamento do debate sobre o papel da língua portuguesa em Timor-Leste como factor de construção de uma identidade nacional, deixo aqui um texto pertinente, escrito por Michael Leach, investigador na Deakin University (Austrália), artigo publicado no Arena Magazine, na edição de Dezembro/Janeiro 2007-08 (traduzido para português). O autor apresenta alguns pontos de vista que retomam a discussão em torno da língua portuguesa em Timor-Leste e da aprendizagem da mesma em países com economias emergentes, à luz de outros aspectos estratégicos: o económico, o social, o político.

Para descarregar o artigo completo, cliquem na miniatura.




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domingo, 27 de junho de 2010

Timor e a Língua Portuguesa no seu Projecto Educativo

Mariette Bolina

«O texto que preparei para a nossa “conversa”, apesar de ter por base uma vasta recolha de informação documental, é, sobretudo, o fruto de uma gratificante experiência profissional e pessoal, como coordenadora, e também, como docente, num Curso de Formação de Professores de Português, na UNTL, Universidade Nacional de Timor-Leste, em Díli.»

Este texto, que foi publicado na Revista Lusófona de Educação, 6, pp. 179 – 193, e que serviu de base a uma comunicação apresentada em conferência realizada na Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, a 5 de Abril de 2005, centra-se no enquadramento da língua portuguesa no projecto educativo em Timor-Leste, fornecendo uma perspectiva sobre o contexto educativo e seus antecedentes neste país ao mesmo tempo que destaca algumas iniciativas promotoras de uma maior qualidade do ensino em geral, incluindo-se neste, mais especificamente, o ensino/aprendizagem da língua portuguesa. Para além do objecto central, são incluídas também algumas notas sobre a geografia, a história, a religião e a sociedade timorenses.

É interessante, através da leitura do artigo, acedendo ao panorama educativo existente há cinco anos, cujo desenvolvimento se encontrava “num estado de grande fragilidade organizacional, científica e pedagógica”, verificar que este texto continua, em larga medida, actual.

Descarreguem o artigo clicando sobre a minatura.




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Os especialistas e a tarefa do ensino da língua em Timor-Leste

«Tradução de uma entrevista feita à Direcção do Instituto Nacional de Linguística da Universidade Nacional de Timor Lorosa’e pelo jornal timorense STL, sobre as perspectivas de desenvolvimento das línguas de Timor, no âmbito das celebrações do quarto aniversário do Referendo em Timor-Leste (30 de Agosto de 2003). O original foi publicado em tétum no referido jornal e esta tradução para português de João Paulo T. Esperança (docente da Fundação das Universidades Portuguesas na UNTL) foi publicada no Várzea de Letras (jornal literário do Departamento de Língua Portuguesa da UNTL), edição especial dupla nº 9/10 de Outubro/Novembro de 2004.»

Uma leitura útil para reflectir sobre a problemática do ensino das línguas em Timor-Leste e perceber como era/é perspectivada pelo organismo máximo responsável por tal tarefa, incluindo-se aqui também a eventual situação de concorrência linguística existente no país.

A entrevista completa é aqui disponibilizada para download.




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