Em Timor, esta língua é perfumada como o sândalo (Felgueiras: 2001).
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Nova página de bibliografia sobre a língua portuguesa em Timor-Leste
sábado, 28 de abril de 2012
O Português de Timor-Leste: contribuições para o estudo de uma variedade emergente
Uma leitura útil sobretudo para os professores de português em Timor-Leste, que suscita a reflexão no sentido de distinguir o que serão “erros”, “desvios” ou “problemas de aprendizagem” daquelas que serão já marcas de uma variedade da língua portuguesa: o português de Timor-Leste.
Resumo:
O português é língua oficial de Timor-Leste desde 2002. Com a difusão da língua portuguesa nas ex-colónias de Portugal, diferentes variedades da língua emergiram em cada um dos territórios. O presente artigo pretende, depois de um breve enquadramento histórico da língua portuguesa em Timor-Leste, analisar a variedade leste-timorense do português, em diferentes níveis linguísticos – fonologia, morfossintaxe, léxico e semântica – no sentido de evidenciar a existência desta variedade e de contribuir para a sua preservação. [nossa tradução a partir do inglês]
O texto completo:
domingo, 4 de março de 2012
Timor-Leste na construção científica pós-colonial nos últimos 10 anos em Portugal
«No período que vai de 1999 a 2011, Timor-Leste foi, para além de tudo o resto, um lugar científico de eleição. Provavelmente centenas de pessoas escolheram Timor-Leste para a partir daí fazerem as suas pesquisas científicas, as quais foram depois apresentadas como relatórios de investigação e teses de mestrado e doutoramento em universidades de todo o mundo.»
«Uma das hipóteses que aqui colocamos é a de que uma certa “sedução etnográfica” serve à compreensão quer da escolha dos “lugares” científicos, quer à construção do objeto científico, em particular a partir desses lugares. A outra das hipóteses colocadas é que a noção de Desenvolvimento enforma a construção dos objetos científicos – Outros, quando estes se tornam objetos iluminados na esfera pública do chamado “esforço de desenvolvimento” da Comunidade Internacional. O objetivo deste artigo é explorar estas duas hipóteses a partir de um corpus específico: as teses de mestrado e doutoramento apresentadas sobre Timor-Leste em universidades portuguesas.»
O artigo situa-se, segundo o próprio autor, “no campo de uma socioantropologia da ciência e do conhecimento”, porém permite outras leituras, noutras perspetivas para além desta. Fazendo uma leitura do artigo mais coincidente com a natureza e âmbito deste blogue, este trabalho é relevante na medida em que nos ajuda a perceber de que modo e em que áreas a língua portuguesa tem desenvolvido o seu papel de língua do conhecimento de/em/sobre Timor-Leste, uma função considerada por muitos como fundamental para a definição do seu futuro neste país. Claro que é uma perspetiva muito limitada, uma vez versa apenas sobre uma parte dos trabalhos de investigação e apenas os que foram apresentados em instituições portuguesas. Ainda assim, não deixa de ser uma leitura pertinente.
O texto completo para ler ou descarregar abaixo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Recomendações da Missão "Língua na Educação" - novembro de 2009
A missão tinha como finalidade estudar a situação linguística no sistema de educação de Timor-Leste, particularmente as questões da língua de instrução na educação pré-escolar e no ensino básico. Foi também solicitado à missão que formulasse alguns princípios, orientações e estratégias a submeter à Comissão Nacional da Educação para suportar os argumentos deste órgão consultivo do Ministério da Educação no debate relativo a esta questão.
Constituição da equipa:
Portugal
Professora Doutora Maria José Grosso - especialista externa.
Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Diretora do CAPLE – Centro de Avaliação e Certificação do Português Língua Estrangeira.
Dr.ª Luisa Ucha
Ministério da Educação – Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Diretora dos Serviços de Desenvolvimento Curricular.
Dr.ª Carla Lourenço
Ministério da Educação – Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular
Equipa de Português da Direção de Serviços de Desenvolvimento Curricular.
Dr. Luís Santos
Ministério da Educação – Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular
Diretor do Gabinete de Educação, Documentação e Comunicação.
Austrália
Dr. Kerry Taylor-Leech
Lecturer TESOL/Applied Linguistics, University of Southern Queensland.
Ms. Helen Kenneally
Advisor, Early Childhood Development Regulations and and Reform, Former Executive Director Childcare Association of Australia.
O relatório e as recomendações apresentados aos membros da CNE a 13 de novembro de 2009, no Ministério da Educação, em Díli, para leitura no blogue Embaixadora da Boa Vontade para os Assuntos da Educação.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A Língua Portuguesa em Timor: uma perspetiva australiana
Palestra apresentada na conferência «Identidade e Língua: desafios e prioridades para a Educação em Timor-Leste» organizada pelo Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral, em Díli e Baucau, a 17 e 18 de fevereiro de 2001, cujo texto nos foi enviado já há algum tempo por Maria Cristiana Casimiro, a quem agradeço.
Apesar de terem já mais de uma década, por incrível que pareça, estas palavras continuam a fazer todo o sentido, tendo em conta o estado atual da questão linguística em Timor-Leste, particularmente no que se referem à relação do português com as outras línguas no território, causadora de uma polémica que já se tornou crónica, tradicionalmente em torno de um "combate" ao inglês e, mais recentemente, suscitada pela introdução das línguas maternas no Ensino Básico.
Alguns excertos:
“Com efeito, uma das primeiras descobertas importantes da minha pesquisa foi o facto de não se poder defender a cultura indígena de Timor-Leste sem, ao mesmo tempo, defender a língua portuguesa. Uma coisa que sempre me impressionou e sensibilizou nas minhas visitas a Timor durante a ocupação indonésia foi a tenacidade com que a língua portuguesa resistiu.”
“O tema principal da minha intervenção vai ser a parceria linguística do português, recentemente declarado língua oficial de Timor-Leste, com o tétum, língua nacional, e os demais catorze idiomas do país. Nesta era pós-colonial, não pode ser absolutamente questão de uma reimposição do português num contexto de centralismo linguístico e cultural, como se os vernáculos de Timor não tivessem qualquer importância na vida nacional.”
“Todos sabemos que há hoje um grande entusiasmo, não apenas em Timor mas em todo o mundo, pelo inglês, língua internacional. Porém o inglês não deve ser uma ameaça para uma cultura timorense baseada desde há muitos séculos no binómio tétum-português. Com efeito, a tarefa dos verdadeiros amigos de Timor não é bloquear o progresso do inglês na nova nação, mas sim harmonizar a sua difusão com a proteção do ambiente linguístico. Aqui estou a propor uma estratégia dupla: a restauração completa da tradicional parceria do português com as línguas nativas conjuntamente com a expansão da língua portuguesa na Austrália, fonte das pressões mais fortes de anglicização.”
O texto completo (provavelmente, uma publicação exclusiva):
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Língua Portuguesa em Timor-Leste - uma nova página
Depois de um largo período de algum alheamento relativamente à questão da LP em TL, voltei a ter um tempinho para me dedicar a esta nossa causa. Nos próximos dias, conto postar aqui no blogue uma série de artigos e de outros textos pertinentes que fui encontrando.
Porém, visto que a dinamização do blogue requer um trabalho mais ou menos regular e dado que as coisas acabam por ficar um tanto ou quanto desorganizadas, decidi gastar algumas horas na criação de uma página que pretende funcionar como uma espécie de repositório de bibliografia especificamente sobre a língua portuguesa em Timor-Leste. Penso que será útil porque poupa tempo a quem quer pesquisar sobre esse tema e, para além disso, permite o acesso a conhecimento que, apesar de, em certos casos, não estar publicado, não deixa de ser válido para apontar caminhos e suscitar reflexões.
Espero que seja do vosso agrado e que, sobretudo, possa ser um contributo para o desenvolvimento do ensino e da investigação em torno do português em Timor-Leste.
Confiram a página aqui: Língua Portuguesa em Timor-Leste.
Poemas e outras linhas em Timor
A passagem por Timor-Leste é deveras marcante. Todos quantos têm a oportunidade de conhecer esta terra guardam para sempre a vontade de reatar algum tipo de ligação com Timor e com aqueles que lá se encontram.
Foi esta vontade que levou José Valgode, depois de encontrar o nosso blogue, a estabelecer contacto, manifestando o desejo de partilhar connosco alguns poemas que escreveu em terras timorenses. Cabe-nos agradecer a generosa contribuição, aqui disponibilizada em edição exclusiva. Para descarregar, cliquem na miniatura abaixo.
domingo, 30 de outubro de 2011
Páginas de Português sobre a língua portuguesa em Timor-Leste
A emissão de Páginas de Português transmitida no passado domingo, 16 de outubro, na Antena 2, contou com a presença de Hanna Batoréo, que analisa a realidade da língua portuguesa em Timor-Leste, colocando várias questões: O que faz a língua portuguesa em Timor-Leste? E o que se faz com ela? A opção pela língua portuguesa, como língua oficial, que desafios implica, com que realidades se confronta?
Uma entrevista conduzida por Miguel Roque Dias.
A linguista e professora agregada do Departamento de Humanidades da Universidade Aberta descreve o panorama atual da LP em Timor-Leste, abordando várias questões: o número de falantes, a sua presença nos meios de comunicação social, a relação com as outras línguas usadas no território, a estratégia de cooperação e a mais recente polémica em torno das alterações propostas relativamente ao seu estatuto no sistema de ensino. Para finalizar, refere-se, em tom crítico, ao estado da investigação sobre esta temática:
“Tal como diz Luís Filipe Thomaz num dos seus livros de 2002, os portugueses normalmente sabem pouco de Timor e o pouco que sabem vão repetindo, de tal maneira que estas repetições passam a ganhar o estatuto de verdades absolutas. E, infelizmente, esta frase continua atual […]. Eu acho que todos nós temos de lutar no sentido de contribuir para que esta frase do professor Luís Filipe Thomaz deixe de ter a sua importância real, ou seja, que passem a aparecer pessoas como Soraia Lourenço ou como Nuno Almeida, pessoas que fazem estudos que contribuem para o conhecimento concreto do terreno […] e que mostrem as suas ideias, que mostrem como as coisas podem ser desenvolvidas no solo timorense.”
A entrevista tem cerca de 25 minutos e pode ser ouvida diretamente a partir do sítio da Antena 2 aqui, se bem que nem sempre se encontre disponível. Em alternativa, podem ver o pequeno filme que produzi para poder postar diretamente aqui no nosso blogue, no qual usei fotos que fui tirando em Timor.
sábado, 8 de outubro de 2011
Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste
Posteriormente, foi publicada no sítio do IPAD a Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste. Neste documento, os serviços / organismos responsáveis pela implementação das 25 recomendações constantes do referido relatório indicam a sua aceitação, apontando as medidas que irão tomar em conformidade, ou a sua rejeição, explicando o motivo para tal.
Para descarregar o documento (pdf), basta clicar na miniatura abaixo ou fazê-lo diretamente a partir do sítio do IPAD aqui.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
«Ensino do português como lingua oficial implica lutar para que esta seja língua veicular» - entrevista de Hanna Batoreo ao Hoje Macau.
Um texto de Joana Freitas, publicado na edição do passado dia 16 de setembro, que podem descarregar clicando na miniatura abaixo (duas páginas da edição impressa, em formato pdf), ou consultar em linha, no sítio do Hoje Macau, clicando aqui.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Língua Portuguesa na Escola: uma polémica virtual ou Língua Portuguesa: uma ponte para o mundo
Aqueles que têm vindo a acompanhar a reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste na última década já se vão habituando à crónica polémica em torno da presença desta língua naquele país, sempre acontecendo que, depois de acalmarem os ânimos, tudo segue igual. Nos últimos anos, a introdução das línguas nacionais na escola como línguas de instrução, com a consequente retirada de protagonismo ao português neste domínio, tem sido o principal fator de discórdia. Neste debate, curiosamente, a questão polémica nem sempre se coloca efetivamente na concorrência entre a LP e as línguas maternas dos alunos para a instrução nos anos iniciais de escolaridade, acabando por resvalar para a troca de argumentos em torno da existência de uma agenda oculta para a eliminação do português em Timor-Leste, a favor do inglês ou, até, do indonésio.
Considero que, observando o contexto com alguma atenção e agindo em função dele, deixa de se poder falar em concorrência linguística, podendo até pensar-se em complementaridade linguística. Assim sendo, apesar de ter reflexos práticos, esta é, na verdade, uma polémica virtual. Foi assim que a ela me referi no III SIMELP – Macau, na comunicação apresentada no simpósio dedicado a Timor-Leste, com o título Para a (re)introdução da língua portuguesa em Timor-Leste, na qual dediquei uma secção a este assunto. Visto que o texto completo demorará ainda algum tempo até ser publicado e ficar disponível para consulta, tomo a liberdade de transcrever a última parte (com pequenas adaptações textuais) para partilhar aqui no nosso blogue. Espero sinceramente contribuir para a formação de opiniões menos extremadas e mais esclarecidas, nomeadamente quanto ao papel da LP em Timor-Leste, cuja correta interpretação é, a meu ver, a chave do sucesso para o futuro do português em Timor.
O texto, para ler ou descarregar:
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O elemento luso-timorense no português de Timor-Leste
RESUMO: O termo ‘luso-timorense’, usado para se referir a elementos lusófonos específicos a Timor Leste, foi empregado inicialmente por Thomaz (1995) ao analisar o léxico do português falado na ilha. O presente artigo é resultado de uma investigação em andamento, que pretende analisar a variedade do português falada pelo povo leste-timorense, com objetivos de documentar e valorizar essa variedade da língua portuguesa como uma variedade nacional, chamada de Português de Timor Leste (PTL). Assim, na seção 1 será apresentada brevemente uma sociohistória da língua portuguesa na ilha de Timor; em 2, será traçado um histórico dos estudos linguísticos a respeito do PTL e da variedade crioula outrora falada na ilha; na seção 3, será analisada a presença do elemento luso-timorense no léxico do PTL; e, finalmente, em 4, com objetivo de contribuir para um melhor conhecimento do léxico PTL, serão apontados alguns lexemas de origem estrangeira específicos a essa variedade.
Artigo completo, publicado na ReVEL v. 9, n.º 17 de 2011 para descarregar aqui:
Ligação para o blogue do autor: East Timor Linguistics: State of the Art
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania já nas bancas.
Nuno AlmeidaMais um título disponível sobre o ensino da LP em Timor-Leste. Leiam o resumo aqui e procurem mais informações no sítio da LIDEL, seguindo a ligação abaixo.
"Compreender o papel da língua portuguesa na sociedade timorense, plurilingue, é fundamental para o processo de reintrodução desta língua em Timor-Leste. O enquadramento sociolinguístico da língua portuguesa naquele país à luz de conceitos da Didática das Línguas ajuda a que se tomem opções mais conscientes e adequadas às necessidades comunicativas dos diversos públicos.
Além de potenciar a aprendizagem, uma abordagem do ensino do português virada para as necessidades dos aprendentes contribui para a preservação do património cultural e linguístico de Timor-Leste, que é complexo. Nas escolas, onde a língua portuguesa é língua de instrução, isso implica o estabelecimento de pontes com as línguas locais, seja com o intuito de ativar uma competência intercultural que leve ao desenvolvimento de valores de cidadania democrática, seja para facilitar o acesso ao conhecimento.
Língua Portuguesa em Timor-Leste: Ensino e Cidadania dirige-se a todos os agentes envolvidos na reintrodução do português em Timor-Leste, sendo ainda uma leitura útil àqueles que procuram conhecer a realidade atual desta língua."
Para obter mais informações sobre o livro ou para o adquirir, cliquem aqui.
sábado, 2 de julho de 2011
Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste já está nas bancas
Resumo do livro: "A situação da língua portuguesa em Timor-Leste é específica: apesar de ser língua oficial e de escolarização, a par da língua tétum, convive no dia a dia da população timorense com a língua indonésia, com as línguas locais e com o inglês. Este contexto dificulta a sua utilização, quer por não existir suficiente input em língua portuguesa, quer por esta praticamente se confinar, por enquanto, aos limites da sala de aula.
A fixação da língua portuguesa no país depende do sistema educativo, sendo a formação de professores uma área prioritária na qual tem existido uma pluralidade de metodologias e de práticas que nem sempre se cruzam. Assim, urge a conceção de um documento que oriente a intervenção dos diferentes agentes para um melhor resultado.
Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste surge como uma base de referência comum que visa a uniformidade nas orientações curriculares, a consolidação e avaliação de aprendizagens e a certificação de competências, promovendo uma eventual cooperação entre diferentes sistemas educativos e propondo a mobilidade dentro da CPLP. Inspirado nas atuais tendências europeias do ensino de línguas não maternas, este livro propõe o desenvolvimento de competências e aprendizagens fundamentais para o público-alvo no contexto específico de Timor-Leste, distribuídas por níveis de proficiência, incluindo ainda uma tabela em língua tétum das competências a desenvolver. É um livro que se destina a professores e alunos e a todos os que se interessam pelo percurso da língua portuguesa em Timor-Leste."
Para mais detalhes, ou para adquirir o livro no sítio da LIDEL, cliquem aqui.
sábado, 7 de maio de 2011
Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania.
Conforme divulgado anteriormente, participei no colóquio internacional Portugal e o Sueste Asiático: 500 anos com uma comunicação sobre a LP em TL. Por uma feliz coincidência, aproveitei para juntar, à divulgação de algumas reflexões resultantes da minha experiência profissional em Timor, a apresentação da minha primeira publicação. Assim sendo, esta comunicação trata-se de um resumo bastante fiel, embora incompleto, de Língua Portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania, prestes a ser publicado pela LIDEL.
Não posso deixar de agradecer a presença do Carlos e da Zenóbia - foi muito bom ter algumas caras familiares no meio da multidão.
O texto da comunicação (pdf) está disponível para descarregar, clicando sobre a miniatura abaixo.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Relatório de Avaliação do Projecto de Reintrodução da Língua Portuguesa (PRLP) em Timor-Leste – 2003-2009
Uma leitura indispensável para que se tenha uma noção dos resultados do principal motor da reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste, aqui observados em diversas vertentes: processo de implementação; relevância; eficácia; eficiência; efeitos; sustentabilidade; coordenação e complementaridade; valor acrescentado; visibilidade. Também são apresentadas conclusões, lições aprendidas e, como não podia deixar de ser, recomendações.
«O presente Relatório surge em resultado da adjudicação pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS-IPL) da Prestação de Serviços de Avaliação do Percurso do Projecto de Reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste (2003-2009). Tendo como referência o caderno de encargos estabelecido, o relatório tem como objecto a avaliação do Projecto referido, nomeadamente em relação às seguintes dimensões:
(a) Verificação do seu grau de desempenho ao nível do contributo para a melhoria do sistema educativo e da educação geral em Timor-Leste;
(b) Aferição dos resultados obtidos ao nível da penetração da língua portuguesa na sociedade deste país;
(c) Identificação do funcionamento das escolas e dos constrangimentos existentes.»
Descarreguem o relatório completo clicando na miniatura abaixo.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Haverá horta na horta? Rola ou lakateu? Eu vou de microlete. E tu?
Lúcia Vidal Soares
Recebemos recentemente um mail de Lúcia Vidal Soares, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, a quem devemos um agradecimento pelo valioso contributo. Passamos a transcrever as suas palavras, disponibilizando ainda os textos que nos enviou para quem queira descarregar.
Encontrei hoje o vosso blog e dado que pedem material sobre o tema que nos "preocupa" envio alguns textos e indicações bibliográficas. Se entenderem que possam ser válidos... publiquem-nos.
Com os melhores cumprimentos,
• Haverá horta na horta? - a importância dos aspectos sócio-culturais na produção de suportes didácticos, Encontro Metodologias e Materiais para o Ensino do Português como Língua Não Materna, promovido pelo ILTEC, Fundação Calouste Gulbenkian, Outubro, 2009.
• Ensino/aprendizagem do português no contexto plurilingue de Timor-Leste: rola ou lakateu? rola e lakateu!, SIMELP II, Universidade de Évora, Outubro, 2009, a visitar no sitio: http://www.simelp2009.uevora.pt/pdf/slg6/04.pdf .
• Eu vou de microlete. E tu?, XV Encontro da AULP, Universidade Técnica de Lisboa, Maio , 2005.
Aguardo a publicação dos seguintes artigos:
- Qual o papel da Língua Portuguesa em Timor Leste? – participação no painel A Língua Portuguesa nas políticas educativas dos PALOP, coordenado pela Prof.ª Doutora Maria Helena Mira Mateus, Congresso Portugal e os PALOP: Cooperação na área da Educação, ISCTE, Março, 2010.
- Le Manuel de langue, carrefour de rencontres plurielles, Colloque international Quelle didactique plurilingue et pluriculturelle en contexte mondialisé ?, INALCO , Paris, 17-19 Junho, 2010.
- Le réveil de la langue portugaise au Timor Oriental, Colloque international Langue et territoire / Language and Territory, Université Laurentienne de Sudbury (Ontario, Canada) 29 agosto- 3 de Setembro de 2010.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Inscrições no GT: "Ensino de língua portuguesa na Ásia" do I SIELP
Caros colegas,
o I SIELP (Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa) a ser realizado nos dias 16 e 17 de Junho na UFU (Universidade Federal de Uberlãndia), Uberlãndia, Minas Gerais, Brasil, está com um grupo de trabalho intitulado `O ensino de língua portuguesa na Ásia`, que aceita submissão de resumo até 15 de março de 2011. Mais informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/inicio.html
Peço que por favor divulguem e espero a participação de todos através de comunicações.
Grato.
sábado, 15 de janeiro de 2011
A Experiência de um Aprendiz de Português como Segunda Língua em Ambiente de Imersão
Uma dissertação apresentada à Universidade de Brasília para a obtenção do Mestrado em Educação. Ficam aqui alguns excertos do resumo inicial e a versão integral da dissertação em pdf, para descarregar. Não deixem de dar uma vista de olhos a um trabalho valiosíssimo desde logo pela perspetiva privilegiada que o investigador tem sobre todo o processo de aprendizagem da língua portuguesa como língua segunda: ele é simultaneamente o “pesquisado”. É aliciante, sobretudo para quem ensina ou ensinou a aprendentes timorenses, a possibilidade de conhecer, na primeira pessoa e de modo cientificamente fundamentado, o que é, para um cidadão timorense, aprender a língua portuguesa.
“[…] Este estudo tem o objetivo de analisar e descrever o processo de desenvolvimento da competência comunicativa de um aprendiz, em língua portuguesa como Segunda Língua (L2) em ambiente de imersão. Para tanto, trabalhou-se com um estudante estrangeiro beneficiado pelo Programa de Cooperação entre o Brasil e o Timor-Leste (CBTL), estudante esse que vem a ser o próprio pesquisador. […] As informações foram construídas a partir de instrumentos como a observação/monitoração, de protocolos de leitura, de glossários, da produção textual e do diário reflexivo. […] A pesquisa evidenciou que o registro da reflexão por meio de diários reflexivos se mostrou um recurso extremamente válido para o aprendizado e a ampliação da competência comunicativa do pesquisado, pois lhe permitiu tomar consciência dos processos cognitivos envolvidos na ampliação de sua competência comunicativa. Além disso, ficou claro que a reflexão sistemática e pontual sobre os episódios interacionais, a partir da imersão, contribui para a ampliação da competência comunicativa, ampliação esta particularmente facilitada pela descrição desse processo, o que foi determinante para que o pesquisador/pesquisado lograsse êxito como aprendiz do português brasileiro. Verificou-se, ainda, que o conceito abstrato de imersão se materializa em um conjunto de circunstâncias de interação que são favorecedoras do processo de aquisição. Ou seja, a imersão deve ser vista, não como uma condição abstrata, mas como uma condição que se torna concreta em situações reais nas quais o aprendiz participa.”
