sábado, 29 de setembro de 2012

Choque de Realidade dos Professores Principiantes em Díli (Timor-Leste) – um estudo [dissertação]


Maria Filomena Lay Guterres

“Os objetivos específicos do estudo são:

- Identificar as necessidades percebidas pelos professores principiantes no início da sua carreira profissional e nas funções a ela inerentes;
- Identificar a importância atribuída à formação recebida por estes professores;
- Identificar as dificuldades dos professores principiantes e como eles superam as dificuldades;
- Conhecer as necessidades de apoio/formação dos professores principiantes de português no início de carreira.

O estudo foi realizado com professores que estavam a trabalhar em Timor-Leste no ano letivo 2010/2011. Os sujeitos do estudo foram os professores principiantes de Português em Díli.”

O texto completo, para ler ou descarregar, aqui:



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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Delfim, uma história comum.

Um vídeo que nos traz, na primeira pessoa, uma perspetiva da realidade da língua portuguesa em Timor-Leste.



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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Para a definição da variedade do português de Timor-Leste

No seguimento da investigação que tem vindo a ser desenvolvida pelo nosso colega Davi Borges de Albuquerque, no sentido de evidenciar as marcas daquela que poderá ser a variedade timorense da língua portuguesa, aqui ficam mais dois artigos de sua autoria. Esta temática é particularmente relevante para quem ensina português em Timor-Leste, sobretudo para os professores portugueses ou brasileiros, visto que muitas das produções dos aprendentes frequentemente assumidas como desviantes serão eventuais regularidades de uma variedade emergente do português.


Peculiaridades Prosódicas do Português Falado em Timor-Leste

[Publicado na revista ReVEL, v. 8, nº 15, 2010]

O resumo:

“O presente artigo tem o objetivo de apresentar evidências prosódicas para comprovar a existência de uma variedade da língua portuguesa falada em Timor-Leste. Para tanto, o artigo apresentará também informações sócio-históricas do contato linguístico sofrido pelo português na Ásia no decorrer do período da colonização. As chamadas “peculiaridades” são vistas aqui como traços particulares da gramática desta variedade do português.”

O texto completo:


Esboço Morfossintático do Português Falado em Timor-Leste

[Publicado na revista Moderna Språk, v. 106, nº 1, 2012]

O resumo:

"O presente artigo procura apresentar evidências no nível morfossintático de que o português falado pelo povo leste-timorense se trata de uma variedade dessa língua, chamada de Português de Timor-Leste (doravante PTL), assim como o Português Europeu (PE) e demais variedades já estudadas e que gozam de maior prestígio social, como o Português Brasileiro (PB), juntamente com outras variedades, como o Português de Moçambique (PM), Português de Angola (PA), e os crioulos de base lexical portuguesa. Para tanto, este trabalho, após a introdução, apresentará uma revisão crítica da bibliografia existente sobre os estudos linguísticos da língua portuguesa em Timor-Leste para depois analisar a morfossintaxe do PTL."

O texto completo:


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terça-feira, 26 de junho de 2012

Reconstruir pontes para o mundo lusófono / Harii fali ponte sir aba mundu luzófonu

João Paulo Esperança (2005)

Depois de uma explicação sobre a “cultura mestiça euro-asiática moderna”, que distingue os leste-timorenses dos australianos, dos indonésios e dos outros povos da região através de traços identitários que marcam a proximidade entre a cultura timorense moderna e a cultura dita lusófona, são apresentadas algumas propostas concretas para potencializar, promover e aprofundar a ligação histórica com o mundo lusófono. Nesse sentido, a televisão e outros meios de comunicação social de massas são aqui vistos como estratégicos para a reconstrução de pontes culturais e, claro, linguísticas.

O texto completo para ler ou descarregar:



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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Nova página de bibliografia sobre a língua portuguesa em Timor-Leste


A cátedra “Português Língua Segunda e Estrangeira”, recentemente criada pela Prof.ª Perpétua Gonçalves, no âmbito de um protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), está sediada na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM - Moçambique.
Esta cátedra foi concebida como um programa de investigação que visa contribuir para a difusão e promoção de estudos sobre a língua portuguesa, assim como de materiais e ferramentas destinados ao seu ensino como língua não materna (PLNM). Para aceder à página inicial, clique aqui.
Para além de disponibilizar uma vasta gama de recursos para o ensino do PLNM, este sítio em linha inclui a página "Bibliografia sobre a situação linguística e o ensino da língua portuguesa em Timor-Leste", cuja  organização é da responsabilidade da Prof.ª Hanna Jakubowicz Batoréo. Para aceder diretamente  a esta página, onde pode encontrar importantes referências bibliográficas e descarregar alguns dos textos originais, clique aqui.
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sábado, 28 de abril de 2012

O Português de Timor-Leste: contribuições para o estudo de uma variedade emergente

Davi Albuquerque

Uma leitura útil sobretudo para os professores de português em Timor-Leste, que suscita a reflexão no sentido de distinguir o que serão “erros”, “desvios” ou “problemas de aprendizagem” daquelas que serão já marcas de uma variedade da língua portuguesa: o português de Timor-Leste.

Resumo:
O português é língua oficial de Timor-Leste desde 2002. Com a difusão da língua portuguesa nas ex-colónias de Portugal, diferentes variedades da língua emergiram em cada um dos territórios. O presente artigo pretende, depois de um breve enquadramento histórico da língua portuguesa em Timor-Leste, analisar a variedade leste-timorense do português, em diferentes níveis linguísticos – fonologia, morfossintaxe, léxico e semântica – no sentido de evidenciar a existência desta variedade e de contribuir para a sua preservação. [nossa tradução a partir do inglês]

 O texto completo:

       


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domingo, 4 de março de 2012

Timor-Leste na construção científica pós-colonial nos últimos 10 anos em Portugal

Um artigo de Paulo Castro Seixas

«No período que vai de 1999 a 2011, Timor-Leste foi, para além de tudo o resto, um lugar científico de eleição. Provavelmente centenas de pessoas escolheram Timor-Leste para a partir daí fazerem as suas pesquisas científicas, as quais foram depois apresentadas como relatórios de investigação e teses de mestrado e doutoramento em universidades de todo o mundo.»

«Uma das hipóteses que aqui colocamos é a de que uma certa “sedução etnográfica” serve à compreensão quer da escolha dos “lugares” científicos, quer à construção do objeto científico, em particular a partir desses lugares. A outra das hipóteses colocadas é que a noção de Desenvolvimento enforma a construção dos objetos científicos – Outros, quando estes se tornam objetos iluminados na esfera pública do chamado “esforço de desenvolvimento” da Comunidade Internacional. O objetivo deste artigo é explorar estas duas hipóteses a partir de um corpus específico: as teses de mestrado e doutoramento apresentadas sobre Timor-Leste em universidades portuguesas.»

O artigo situa-se, segundo o próprio autor, “no campo de uma socioantropologia da ciência e do conhecimento”, porém permite outras leituras, noutras perspetivas para além desta. Fazendo uma leitura do artigo mais coincidente com a natureza e âmbito deste blogue, este trabalho é relevante na medida em que nos ajuda a perceber de que modo e em que áreas a língua portuguesa tem desenvolvido o seu papel de língua do conhecimento de/em/sobre Timor-Leste, uma função considerada por muitos como fundamental para a definição do seu futuro neste país. Claro que é uma perspetiva muito limitada, uma vez versa apenas sobre uma parte dos trabalhos de investigação e apenas os que foram apresentados em instituições portuguesas. Ainda assim, não deixa de ser uma leitura pertinente.

O texto completo para ler ou descarregar abaixo.




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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Recomendações da Missão "Língua na Educação" - novembro de 2009

A convite da Comissão Nacional da Educação, uma equipa de peritos internacionais com experiência em linguística aplicada, desenvolvimento curricular e primeira infância, visitou Timor-Leste, entre 7-14 de novembro. A esta equipa associou-se um grupo de referência de Timor-Leste que incluía peritos em formação de professores de línguas e de linguística.

A missão tinha como finalidade estudar a situação linguística no sistema de educação de Timor-Leste, particularmente as questões da língua de instrução na educação pré-escolar e no ensino básico. Foi também solicitado à missão que formulasse alguns princípios, orientações e estratégias a submeter à Comissão Nacional da Educação para suportar os argumentos deste órgão consultivo do Ministério da Educação no debate relativo a esta questão.

Constituição da equipa:

Portugal

Professora Doutora Maria José Grosso - especialista externa.
Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Diretora do CAPLE – Centro de Avaliação e Certificação do Português Língua Estrangeira.

Dr.ª Luisa Ucha
Ministério da Educação – Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Diretora dos Serviços de Desenvolvimento Curricular.

Dr.ª Carla Lourenço
Ministério da Educação – Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular
Equipa de Português da Direção de Serviços de Desenvolvimento Curricular.

Dr. Luís Santos
Ministério da Educação – Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular
Diretor do Gabinete de Educação, Documentação e Comunicação.

Austrália

Dr. Kerry Taylor-Leech
Lecturer TESOL/Applied Linguistics, University of Southern Queensland.

Ms. Helen Kenneally
Advisor, Early Childhood Development Regulations and and Reform, Former Executive Director Childcare Association of Australia.

O relatório e as recomendações apresentados aos membros da CNE a 13 de novembro de 2009, no Ministério da Educação, em Díli, para leitura no blogue Embaixadora da Boa Vontade para os Assuntos da Educação.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Língua Portuguesa em Timor: uma perspetiva australiana

Geoffrey Hull

Palestra apresentada na conferência «Identidade e Língua: desafios e prioridades para a Educação em Timor-Leste» organizada pelo Centro de Informação e Documentação Amílcar Cabral, em Díli e Baucau, a 17 e 18 de fevereiro de 2001, cujo texto nos foi enviado já há algum tempo por Maria Cristiana Casimiro, a quem agradeço.

Apesar de terem já mais de uma década, por incrível que pareça, estas palavras continuam a fazer todo o sentido, tendo em conta o estado atual da questão linguística em Timor-Leste, particularmente no que se referem à relação do português com as outras línguas no território, causadora de uma polémica que já se tornou crónica, tradicionalmente em torno de um "combate" ao inglês e, mais recentemente, suscitada pela introdução das línguas maternas no Ensino Básico.

Alguns excertos:

“Com efeito, uma das primeiras descobertas importantes da minha pesquisa foi o facto de não se poder defender a cultura indígena de Timor-Leste sem, ao mesmo tempo, defender a língua portuguesa. Uma coisa que sempre me impressionou e sensibilizou nas minhas visitas a Timor durante a ocupação indonésia foi a tenacidade com que a língua portuguesa resistiu.”

“O tema principal da minha intervenção vai ser a parceria linguística do português, recentemente declarado língua oficial de Timor-Leste, com o tétum, língua nacional, e os demais catorze idiomas do país. Nesta era pós-colonial, não pode ser absolutamente questão de uma reimposição do português num contexto de centralismo linguístico e cultural, como se os vernáculos de Timor não tivessem qualquer importância na vida nacional.”

“Todos sabemos que há hoje um grande entusiasmo, não apenas em Timor mas em todo o mundo, pelo inglês, língua internacional. Porém o inglês não deve ser uma ameaça para uma cultura timorense baseada desde há muitos séculos no binómio tétum-português. Com efeito, a tarefa dos verdadeiros amigos de Timor não é bloquear o progresso do inglês na nova nação, mas sim harmonizar a sua difusão com a proteção do ambiente linguístico. Aqui estou a propor uma estratégia dupla: a restauração completa da tradicional parceria do português com as línguas nativas conjuntamente com a expansão da língua portuguesa na Austrália, fonte das pressões mais fortes de anglicização.”

O texto completo (provavelmente, uma publicação exclusiva):




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Professor em Timor-Leste – poema de Raquel Naveira

O mail de Raquel:

“Depois de ler esse blogue tão significativo para a lusofonia, escrevi o poema que segue em anexo.
Espero que gostem dessa sincera homenagem a todos os professores que amam a Língua Portugesa e, em especial, a esses missionários.
Abraços fraternos,
Raquel Naveira”

O texto:



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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Língua Portuguesa em Timor-Leste - uma nova página

Nuno Almeida

Depois de um largo período de algum alheamento relativamente à questão da LP em TL, voltei a ter um tempinho para me dedicar a esta nossa causa. Nos próximos dias, conto postar aqui no blogue uma série de artigos e de outros textos pertinentes que fui encontrando.

Porém, visto que a dinamização do blogue requer um trabalho mais ou menos regular e dado que as coisas acabam por ficar um tanto ou quanto desorganizadas, decidi gastar algumas horas na criação de uma página que pretende funcionar como uma espécie de repositório de bibliografia especificamente sobre a língua portuguesa em Timor-Leste. Penso que será útil porque poupa tempo a quem quer pesquisar sobre esse tema e, para além disso, permite o acesso a conhecimento que, apesar de, em certos casos, não estar publicado, não deixa de ser válido para apontar caminhos e suscitar reflexões.

Espero que seja do vosso agrado e que, sobretudo, possa ser um contributo para o desenvolvimento do ensino e da investigação em torno do português em Timor-Leste.

Confiram a página aqui: Língua Portuguesa em Timor-Leste.


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Poemas e outras linhas em Timor

José Valgode

A passagem por Timor-Leste é deveras marcante. Todos quantos têm a oportunidade de conhecer esta terra guardam para sempre a vontade de reatar algum tipo de ligação com Timor e com aqueles que lá se encontram.

Foi esta vontade que levou José Valgode, depois de encontrar o nosso blogue, a estabelecer contacto, manifestando o desejo de partilhar connosco alguns poemas que escreveu em terras timorenses. Cabe-nos agradecer a generosa contribuição, aqui disponibilizada em edição exclusiva. Para descarregar, cliquem na miniatura abaixo.




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domingo, 30 de outubro de 2011

Páginas de Português sobre a língua portuguesa em Timor-Leste

Nuno Almeida

A emissão de Páginas de Português transmitida no passado domingo, 16 de outubro, na Antena 2, contou com a presença de Hanna Batoréo, que analisa a realidade da língua portuguesa em Timor-Leste, colocando várias questões: O que faz a língua portuguesa em Timor-Leste? E o que se faz com ela? A opção pela língua portuguesa, como língua oficial, que desafios implica, com que realidades se confronta?
Uma entrevista conduzida por Miguel Roque Dias.

A linguista e professora agregada do Departamento de Humanidades da Universidade Aberta descreve o panorama atual da LP em Timor-Leste, abordando várias questões: o número de falantes, a sua presença nos meios de comunicação social, a relação com as outras línguas usadas no território, a estratégia de cooperação e a mais recente polémica em torno das alterações propostas relativamente ao seu estatuto no sistema de ensino. Para finalizar, refere-se, em tom crítico, ao estado da investigação sobre esta temática:

“Tal como diz Luís Filipe Thomaz num dos seus livros de 2002, os portugueses normalmente sabem pouco de Timor e o pouco que sabem vão repetindo, de tal maneira que estas repetições passam a ganhar o estatuto de verdades absolutas. E, infelizmente, esta frase continua atual […]. Eu acho que todos nós temos de lutar no sentido de contribuir para que esta frase do professor Luís Filipe Thomaz deixe de ter a sua importância real, ou seja, que passem a aparecer pessoas como Soraia Lourenço ou como Nuno Almeida, pessoas que fazem estudos que contribuem para o conhecimento concreto do terreno […] e que mostrem as suas ideias, que mostrem como as coisas podem ser desenvolvidas no solo timorense.”

A entrevista tem cerca de 25 minutos e pode ser ouvida diretamente a partir do sítio da Antena 2 aqui, se bem que nem sempre se encontre disponível. Em alternativa, podem ver o pequeno filme que produzi para poder postar diretamente aqui no nosso blogue, no qual usei fotos que fui tirando em Timor.




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sábado, 8 de outubro de 2011

Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste

Tendo por base a observação dos resultados do PRLP/PCLP (processo de implementação, relevância, eficácia, eficiência, efeitos, sustentabilidade, coordenação e complementaridade, valor acrescentado e visibilidade) o Relatório do Projeto de Reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste (PRLP) – 2003-2009, de dezembro de 2010, aqui postado em abril de 2011, apresentou conclusões, lições aprendidas e recomendações.

Posteriormente, foi publicada no sítio do IPAD a Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste. Neste documento, os serviços / organismos responsáveis pela implementação das 25 recomendações constantes do referido relatório indicam a sua aceitação, apontando as medidas que irão tomar em conformidade, ou a sua rejeição, explicando o motivo para tal.

Para descarregar o documento (pdf), basta clicar na miniatura abaixo ou fazê-lo diretamente a partir do sítio do IPAD aqui.




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terça-feira, 20 de setembro de 2011

«Ensino do português como lingua oficial implica lutar para que esta seja língua veicular» - entrevista de Hanna Batoreo ao Hoje Macau.

“Hanna Batoréo é docente na Universidade Aberta de Lisboa e foi também a coordenadora do Simpósio dedicado à Língua Portuguesa em Timor-Leste, que teve lugar no território este mês. Em entrevista que surge como comentário ao artigo do Hoje Macau sobre a questão da abolição do português no ensino básico timorense, a académica analisa os prós e contras da implementação da língua lusa, sem esquecer a perspetiva de Timor-Leste.”

Um texto de Joana Freitas, publicado na edição do passado dia 16 de setembro, que podem descarregar clicando na miniatura abaixo (duas páginas da edição impressa, em formato pdf), ou consultar em linha, no sítio do Hoje Macau, clicando aqui.




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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Língua Portuguesa na Escola: uma polémica virtual ou Língua Portuguesa: uma ponte para o mundo

Nuno Almeida

Aqueles que têm vindo a acompanhar a reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste na última década já se vão habituando à crónica polémica em torno da presença desta língua naquele país, sempre acontecendo que, depois de acalmarem os ânimos, tudo segue igual. Nos últimos anos, a introdução das línguas nacionais na escola como línguas de instrução, com a consequente retirada de protagonismo ao português neste domínio, tem sido o principal fator de discórdia. Neste debate, curiosamente, a questão polémica nem sempre se coloca efetivamente na concorrência entre a LP e as línguas maternas dos alunos para a instrução nos anos iniciais de escolaridade, acabando por resvalar para a troca de argumentos em torno da existência de uma agenda oculta para a eliminação do português em Timor-Leste, a favor do inglês ou, até, do indonésio.

Considero que, observando o contexto com alguma atenção e agindo em função dele, deixa de se poder falar em concorrência linguística, podendo até pensar-se em complementaridade linguística. Assim sendo, apesar de ter reflexos práticos, esta é, na verdade, uma polémica virtual. Foi assim que a ela me referi no III SIMELP – Macau, na comunicação apresentada no simpósio dedicado a Timor-Leste, com o título Para a (re)introdução da língua portuguesa em Timor-Leste, na qual dediquei uma secção a este assunto. Visto que o texto completo demorará ainda algum tempo até ser publicado e ficar disponível para consulta, tomo a liberdade de transcrever a última parte (com pequenas adaptações textuais) para partilhar aqui no nosso blogue. Espero sinceramente contribuir para a formação de opiniões menos extremadas e mais esclarecidas, nomeadamente quanto ao papel da LP em Timor-Leste, cuja correta interpretação é, a meu ver, a chave do sucesso para o futuro do português em Timor.

O texto, para ler ou descarregar:




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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O elemento luso-timorense no português de Timor-Leste

Davi B. Albuquerque

RESUMO: O termo ‘luso-timorense’, usado para se referir a elementos lusófonos específicos a Timor Leste, foi empregado inicialmente por Thomaz (1995) ao analisar o léxico do português falado na ilha. O presente artigo é resultado de uma investigação em andamento, que pretende analisar a variedade do português falada pelo povo leste-timorense, com objetivos de documentar e valorizar essa variedade da língua portuguesa como uma variedade nacional, chamada de Português de Timor Leste (PTL). Assim, na seção 1 será apresentada brevemente uma sociohistória da língua portuguesa na ilha de Timor; em 2, será traçado um histórico dos estudos linguísticos a respeito do PTL e da variedade crioula outrora falada na ilha; na seção 3, será analisada a presença do elemento luso-timorense no léxico do PTL; e, finalmente, em 4, com objetivo de contribuir para um melhor conhecimento do léxico PTL, serão apontados alguns lexemas de origem estrangeira específicos a essa variedade.

Artigo completo, publicado na ReVEL v. 9, n.º 17 de 2011 para descarregar aqui:



Ligação para o blogue do autor: East Timor Linguistics: State of the Art


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania já nas bancas.

Nuno Almeida


Mais um título disponível sobre o ensino da LP em Timor-Leste. Leiam o resumo aqui e procurem mais informações no sítio da LIDEL, seguindo a ligação abaixo.


"Compreender o papel da língua portuguesa na sociedade timorense, plurilingue, é fundamental para o processo de reintrodução desta língua em Timor-Leste. O enquadramento sociolinguístico da língua portuguesa naquele país à luz de conceitos da Didática das Línguas ajuda a que se tomem opções mais conscientes e adequadas às necessidades comunicativas dos diversos públicos.

Além de potenciar a aprendizagem, uma abordagem do ensino do português virada para as necessidades dos aprendentes contribui para a preservação do património cultural e linguístico de Timor-Leste, que é complexo. Nas escolas, onde a língua portuguesa é língua de instrução, isso implica o estabelecimento de pontes com as línguas locais, seja com o intuito de ativar uma competência intercultural que leve ao desenvolvimento de valores de cidadania democrática, seja para facilitar o acesso ao conhecimento.

Língua Portuguesa em Timor-Leste: Ensino e Cidadania dirige-se a todos os agentes envolvidos na reintrodução do português em Timor-Leste, sendo ainda uma leitura útil àqueles que procuram conhecer a realidade atual desta língua."

Para obter mais informações sobre o livro ou para o adquirir, cliquem aqui.


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sábado, 2 de julho de 2011

Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste já está nas bancas

Soraia Lourenço

Resumo do livro: "A situação da língua portuguesa em Timor-Leste é específica: apesar de ser língua oficial e de escolarização, a par da língua tétum, convive no dia a dia da população timorense com a língua indonésia, com as línguas locais e com o inglês. Este contexto dificulta a sua utilização, quer por não existir suficiente input em língua portuguesa, quer por esta praticamente se confinar, por enquanto, aos limites da sala de aula.

A fixação da língua portuguesa no país depende do sistema educativo, sendo a formação de professores uma área prioritária na qual tem existido uma pluralidade de metodologias e de práticas que nem sempre se cruzam. Assim, urge a conceção de um documento que oriente a intervenção dos diferentes agentes para um melhor resultado.

Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste surge como uma base de referência comum que visa a uniformidade nas orientações curriculares, a consolidação e avaliação de aprendizagens e a certificação de competências, promovendo uma eventual cooperação entre diferentes sistemas educativos e propondo a mobilidade dentro da CPLP. Inspirado nas atuais tendências europeias do ensino de línguas não maternas, este livro propõe o desenvolvimento de competências e aprendizagens fundamentais para o público-alvo no contexto específico de Timor-Leste, distribuídas por níveis de proficiência, incluindo ainda uma tabela em língua tétum das competências a desenvolver. É um livro que se destina a professores e alunos e a todos os que se interessam pelo percurso da língua portuguesa em Timor-Leste."

Para mais detalhes, ou para adquirir o livro no sítio da LIDEL, cliquem aqui.










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sábado, 7 de maio de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania.

Nuno Almeida

Conforme divulgado anteriormente, participei no colóquio internacional Portugal e o Sueste Asiático: 500 anos com uma comunicação sobre a LP em TL. Por uma feliz coincidência, aproveitei para juntar, à divulgação de algumas reflexões resultantes da minha experiência profissional em Timor, a apresentação da minha primeira publicação. Assim sendo, esta comunicação trata-se de um resumo bastante fiel, embora incompleto, de Língua Portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania, prestes a ser publicado pela LIDEL.

Não posso deixar de agradecer a presença do Carlos e da Zenóbia - foi muito bom ter algumas caras familiares no meio da multidão.

O texto da comunicação (pdf) está disponível para descarregar, clicando sobre a miniatura abaixo.




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