domingo, 30 de outubro de 2011

Páginas de Português sobre a língua portuguesa em Timor-Leste

Nuno Almeida

A emissão de Páginas de Português transmitida no passado domingo, 16 de outubro, na Antena 2, contou com a presença de Hanna Batoréo, que analisa a realidade da língua portuguesa em Timor-Leste, colocando várias questões: O que faz a língua portuguesa em Timor-Leste? E o que se faz com ela? A opção pela língua portuguesa, como língua oficial, que desafios implica, com que realidades se confronta?
Uma entrevista conduzida por Miguel Roque Dias.

A linguista e professora agregada do Departamento de Humanidades da Universidade Aberta descreve o panorama atual da LP em Timor-Leste, abordando várias questões: o número de falantes, a sua presença nos meios de comunicação social, a relação com as outras línguas usadas no território, a estratégia de cooperação e a mais recente polémica em torno das alterações propostas relativamente ao seu estatuto no sistema de ensino. Para finalizar, refere-se, em tom crítico, ao estado da investigação sobre esta temática:

“Tal como diz Luís Filipe Thomaz num dos seus livros de 2002, os portugueses normalmente sabem pouco de Timor e o pouco que sabem vão repetindo, de tal maneira que estas repetições passam a ganhar o estatuto de verdades absolutas. E, infelizmente, esta frase continua atual […]. Eu acho que todos nós temos de lutar no sentido de contribuir para que esta frase do professor Luís Filipe Thomaz deixe de ter a sua importância real, ou seja, que passem a aparecer pessoas como Soraia Lourenço ou como Nuno Almeida, pessoas que fazem estudos que contribuem para o conhecimento concreto do terreno […] e que mostrem as suas ideias, que mostrem como as coisas podem ser desenvolvidas no solo timorense.”

A entrevista tem cerca de 25 minutos e pode ser ouvida diretamente a partir do sítio da Antena 2 aqui, se bem que nem sempre se encontre disponível. Em alternativa, podem ver o pequeno filme que produzi para poder postar diretamente aqui no nosso blogue, no qual usei fotos que fui tirando em Timor.

video


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sábado, 8 de outubro de 2011

Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste

Tendo por base a observação dos resultados do PRLP/PCLP (processo de implementação, relevância, eficácia, eficiência, efeitos, sustentabilidade, coordenação e complementaridade, valor acrescentado e visibilidade) o Relatório do Projeto de Reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste (PRLP) – 2003-2009, de dezembro de 2010, aqui postado em abril de 2011, apresentou conclusões, lições aprendidas e recomendações.

Posteriormente, foi publicada no sítio do IPAD a Ficha do Contraditório da Avaliação do PRLP, Timor-Leste. Neste documento, os serviços / organismos responsáveis pela implementação das 25 recomendações constantes do referido relatório indicam a sua aceitação, apontando as medidas que irão tomar em conformidade, ou a sua rejeição, explicando o motivo para tal.

Para descarregar o documento (pdf), basta clicar na miniatura abaixo ou fazê-lo diretamente a partir do sítio do IPAD aqui.




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terça-feira, 20 de setembro de 2011

«Ensino do português como lingua oficial implica lutar para que esta seja língua veicular» - entrevista de Hanna Batoreo ao Hoje Macau.

“Hanna Batoréo é docente na Universidade Aberta de Lisboa e foi também a coordenadora do Simpósio dedicado à Língua Portuguesa em Timor-Leste, que teve lugar no território este mês. Em entrevista que surge como comentário ao artigo do Hoje Macau sobre a questão da abolição do português no ensino básico timorense, a académica analisa os prós e contras da implementação da língua lusa, sem esquecer a perspetiva de Timor-Leste.”

Um texto de Joana Freitas, publicado na edição do passado dia 16 de setembro, que podem descarregar clicando na miniatura abaixo (duas páginas da edição impressa, em formato pdf), ou consultar em linha, no sítio do Hoje Macau, clicando aqui.




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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Língua Portuguesa na Escola: uma polémica virtual ou Língua Portuguesa: uma ponte para o mundo

Nuno Almeida

Aqueles que têm vindo a acompanhar a reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste na última década já se vão habituando à crónica polémica em torno da presença desta língua naquele país, sempre acontecendo que, depois de acalmarem os ânimos, tudo segue igual. Nos últimos anos, a introdução das línguas nacionais na escola como línguas de instrução, com a consequente retirada de protagonismo ao português neste domínio, tem sido o principal fator de discórdia. Neste debate, curiosamente, a questão polémica nem sempre se coloca efetivamente na concorrência entre a LP e as línguas maternas dos alunos para a instrução nos anos iniciais de escolaridade, acabando por resvalar para a troca de argumentos em torno da existência de uma agenda oculta para a eliminação do português em Timor-Leste, a favor do inglês ou, até, do indonésio.

Considero que, observando o contexto com alguma atenção e agindo em função dele, deixa de se poder falar em concorrência linguística, podendo até pensar-se em complementaridade linguística. Assim sendo, apesar de ter reflexos práticos, esta é, na verdade, uma polémica virtual. Foi assim que a ela me referi no III SIMELP – Macau, na comunicação apresentada no simpósio dedicado a Timor-Leste, com o título Para a (re)introdução da língua portuguesa em Timor-Leste, na qual dediquei uma secção a este assunto. Visto que o texto completo demorará ainda algum tempo até ser publicado e ficar disponível para consulta, tomo a liberdade de transcrever a última parte (com pequenas adaptações textuais) para partilhar aqui no nosso blogue. Espero sinceramente contribuir para a formação de opiniões menos extremadas e mais esclarecidas, nomeadamente quanto ao papel da LP em Timor-Leste, cuja correta interpretação é, a meu ver, a chave do sucesso para o futuro do português em Timor.

O texto, para ler ou descarregar:




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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O elemento luso-timorense no português de Timor-Leste

Davi B. Albuquerque

RESUMO: O termo ‘luso-timorense’, usado para se referir a elementos lusófonos específicos a Timor Leste, foi empregado inicialmente por Thomaz (1995) ao analisar o léxico do português falado na ilha. O presente artigo é resultado de uma investigação em andamento, que pretende analisar a variedade do português falada pelo povo leste-timorense, com objetivos de documentar e valorizar essa variedade da língua portuguesa como uma variedade nacional, chamada de Português de Timor Leste (PTL). Assim, na seção 1 será apresentada brevemente uma sociohistória da língua portuguesa na ilha de Timor; em 2, será traçado um histórico dos estudos linguísticos a respeito do PTL e da variedade crioula outrora falada na ilha; na seção 3, será analisada a presença do elemento luso-timorense no léxico do PTL; e, finalmente, em 4, com objetivo de contribuir para um melhor conhecimento do léxico PTL, serão apontados alguns lexemas de origem estrangeira específicos a essa variedade.

Artigo completo, publicado na ReVEL v. 9, n.º 17 de 2011 para descarregar aqui:



Ligação para o blogue do autor: East Timor Linguistics: State of the Art


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania já nas bancas.

Nuno Almeida


Mais um título disponível sobre o ensino da LP em Timor-Leste. Leiam o resumo aqui e procurem mais informações no sítio da LIDEL, seguindo a ligação abaixo.


"Compreender o papel da língua portuguesa na sociedade timorense, plurilingue, é fundamental para o processo de reintrodução desta língua em Timor-Leste. O enquadramento sociolinguístico da língua portuguesa naquele país à luz de conceitos da Didática das Línguas ajuda a que se tomem opções mais conscientes e adequadas às necessidades comunicativas dos diversos públicos.

Além de potenciar a aprendizagem, uma abordagem do ensino do português virada para as necessidades dos aprendentes contribui para a preservação do património cultural e linguístico de Timor-Leste, que é complexo. Nas escolas, onde a língua portuguesa é língua de instrução, isso implica o estabelecimento de pontes com as línguas locais, seja com o intuito de ativar uma competência intercultural que leve ao desenvolvimento de valores de cidadania democrática, seja para facilitar o acesso ao conhecimento.

Língua Portuguesa em Timor-Leste: Ensino e Cidadania dirige-se a todos os agentes envolvidos na reintrodução do português em Timor-Leste, sendo ainda uma leitura útil àqueles que procuram conhecer a realidade atual desta língua."

Para obter mais informações sobre o livro ou para o adquirir, cliquem aqui.


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sábado, 2 de julho de 2011

Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste já está nas bancas

Soraia Lourenço

Resumo do livro: "A situação da língua portuguesa em Timor-Leste é específica: apesar de ser língua oficial e de escolarização, a par da língua tétum, convive no dia a dia da população timorense com a língua indonésia, com as línguas locais e com o inglês. Este contexto dificulta a sua utilização, quer por não existir suficiente input em língua portuguesa, quer por esta praticamente se confinar, por enquanto, aos limites da sala de aula.

A fixação da língua portuguesa no país depende do sistema educativo, sendo a formação de professores uma área prioritária na qual tem existido uma pluralidade de metodologias e de práticas que nem sempre se cruzam. Assim, urge a conceção de um documento que oriente a intervenção dos diferentes agentes para um melhor resultado.

Um Quadro de Referência para o Ensino do Português em Timor-Leste surge como uma base de referência comum que visa a uniformidade nas orientações curriculares, a consolidação e avaliação de aprendizagens e a certificação de competências, promovendo uma eventual cooperação entre diferentes sistemas educativos e propondo a mobilidade dentro da CPLP. Inspirado nas atuais tendências europeias do ensino de línguas não maternas, este livro propõe o desenvolvimento de competências e aprendizagens fundamentais para o público-alvo no contexto específico de Timor-Leste, distribuídas por níveis de proficiência, incluindo ainda uma tabela em língua tétum das competências a desenvolver. É um livro que se destina a professores e alunos e a todos os que se interessam pelo percurso da língua portuguesa em Timor-Leste."

Para mais detalhes, ou para adquirir o livro no sítio da LIDEL, cliquem aqui.










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sábado, 7 de maio de 2011

Língua portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania.

Nuno Almeida

Conforme divulgado anteriormente, participei no colóquio internacional Portugal e o Sueste Asiático: 500 anos com uma comunicação sobre a LP em TL. Por uma feliz coincidência, aproveitei para juntar, à divulgação de algumas reflexões resultantes da minha experiência profissional em Timor, a apresentação da minha primeira publicação. Assim sendo, esta comunicação trata-se de um resumo bastante fiel, embora incompleto, de Língua Portuguesa em Timor-Leste: ensino e cidadania, prestes a ser publicado pela LIDEL.

Não posso deixar de agradecer a presença do Carlos e da Zenóbia - foi muito bom ter algumas caras familiares no meio da multidão.

O texto da comunicação (pdf) está disponível para descarregar, clicando sobre a miniatura abaixo.




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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Relatório de Avaliação do Projecto de Reintrodução da Língua Portuguesa (PRLP) em Timor-Leste – 2003-2009

Nuno Almeida

Uma leitura indispensável para que se tenha uma noção dos resultados do principal motor da reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste, aqui observados em diversas vertentes: processo de implementação; relevância; eficácia; eficiência; efeitos; sustentabilidade; coordenação e complementaridade; valor acrescentado; visibilidade. Também são apresentadas conclusões, lições aprendidas e, como não podia deixar de ser, recomendações.

«O presente Relatório surge em resultado da adjudicação pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (ESECS-IPL) da Prestação de Serviços de Avaliação do Percurso do Projecto de Reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste (2003-2009). Tendo como referência o caderno de encargos estabelecido, o relatório tem como objecto a avaliação do Projecto referido, nomeadamente em relação às seguintes dimensões:
(a) Verificação do seu grau de desempenho ao nível do contributo para a melhoria do sistema educativo e da educação geral em Timor-Leste;
(b) Aferição dos resultados obtidos ao nível da penetração da língua portuguesa na sociedade deste país;
(c) Identificação do funcionamento das escolas e dos constrangimentos existentes.»

Descarreguem o relatório completo clicando na miniatura abaixo.




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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Haverá horta na horta? Rola ou lakateu? Eu vou de microlete. E tu?

Lúcia Vidal Soares

Recebemos recentemente um mail de Lúcia Vidal Soares, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, a quem devemos um agradecimento pelo valioso contributo. Passamos a transcrever as suas palavras, disponibilizando ainda os textos que nos enviou para quem queira descarregar.

Encontrei hoje o vosso blog e dado que pedem material sobre o tema que nos "preocupa" envio alguns textos e indicações bibliográficas. Se entenderem que possam ser válidos... publiquem-nos.
Com os melhores cumprimentos,

Haverá horta na horta? - a importância dos aspectos sócio-culturais na produção de suportes didácticos, Encontro Metodologias e Materiais para o Ensino do Português como Língua Não Materna, promovido pelo ILTEC, Fundação Calouste Gulbenkian, Outubro, 2009.



Ensino/aprendizagem do português no contexto plurilingue de Timor-Leste: rola ou lakateu? rola e lakateu!, SIMELP II, Universidade de Évora, Outubro, 2009, a visitar no sitio: http://www.simelp2009.uevora.pt/pdf/slg6/04.pdf .



Eu vou de microlete. E tu?, XV Encontro da AULP, Universidade Técnica de Lisboa, Maio , 2005.



Aguardo a publicação dos seguintes artigos:

  • Qual o papel da Língua Portuguesa em Timor Leste? – participação no painel A Língua Portuguesa nas políticas educativas dos PALOP, coordenado pela Prof.ª Doutora Maria Helena Mira Mateus, Congresso Portugal e os PALOP: Cooperação na área da Educação, ISCTE, Março, 2010.

  • Le Manuel de langue, carrefour de rencontres plurielles, Colloque international Quelle didactique plurilingue et pluriculturelle en contexte mondialisé ?, INALCO , Paris, 17-19 Junho, 2010.

  • Le réveil de la langue portugaise au Timor Oriental, Colloque international Langue et territoire / Language and Territory, Université Laurentienne de Sudbury (Ontario, Canada) 29 agosto- 3 de Setembro de 2010.


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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inscrições no GT: "Ensino de língua portuguesa na Ásia" do I SIELP

Davi B. Albuquerque

Caros colegas,

o I SIELP (Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa) a ser realizado nos dias 16 e 17 de Junho na UFU (Universidade Federal de Uberlãndia), Uberlãndia, Minas Gerais, Brasil, está com um grupo de trabalho intitulado `O ensino de língua portuguesa na Ásia`, que aceita submissão de resumo até 15 de março de 2011. Mais informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/inicio.html

Peço que por favor divulguem e espero a participação de todos através de comunicações.

Grato.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Experiência de um Aprendiz de Português como Segunda Língua em Ambiente de Imersão

Domingos dos Santos

Uma dissertação apresentada à Universidade de Brasília para a obtenção do Mestrado em Educação. Ficam aqui alguns excertos do resumo inicial e a versão integral da dissertação em pdf, para descarregar. Não deixem de dar uma vista de olhos a um trabalho valiosíssimo desde logo pela perspetiva privilegiada que o investigador tem sobre todo o processo de aprendizagem da língua portuguesa como língua segunda: ele é simultaneamente o “pesquisado”. É aliciante, sobretudo para quem ensina ou ensinou a aprendentes timorenses, a possibilidade de conhecer, na primeira pessoa e de modo cientificamente fundamentado, o que é, para um cidadão timorense, aprender a língua portuguesa.

“[…] Este estudo tem o objetivo de analisar e descrever o processo de desenvolvimento da competência comunicativa de um aprendiz, em língua portuguesa como Segunda Língua (L2) em ambiente de imersão. Para tanto, trabalhou-se com um estudante estrangeiro beneficiado pelo Programa de Cooperação entre o Brasil e o Timor-Leste (CBTL), estudante esse que vem a ser o próprio pesquisador. […] As informações foram construídas a partir de instrumentos como a observação/monitoração, de protocolos de leitura, de glossários, da produção textual e do diário reflexivo. […] A pesquisa evidenciou que o registro da reflexão por meio de diários reflexivos se mostrou um recurso extremamente válido para o aprendizado e a ampliação da competência comunicativa do pesquisado, pois lhe permitiu tomar consciência dos processos cognitivos envolvidos na ampliação de sua competência comunicativa. Além disso, ficou claro que a reflexão sistemática e pontual sobre os episódios interacionais, a partir da imersão, contribui para a ampliação da competência comunicativa, ampliação esta particularmente facilitada pela descrição desse processo, o que foi determinante para que o pesquisador/pesquisado lograsse êxito como aprendiz do português brasileiro. Verificou-se, ainda, que o conceito abstrato de imersão se materializa em um conjunto de circunstâncias de interação que são favorecedoras do processo de aquisição. Ou seja, a imersão deve ser vista, não como uma condição abstrata, mas como uma condição que se torna concreta em situações reais nas quais o aprendiz participa.”




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